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Serra planeja mudar política para a juventude

Publicado em 28 novembro 2006

Mais uma mudança na estrutura do governo paulista está sendo estudada pela equipe do governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB). Desta vez, o alvo é a Secretaria de Juventude, Esporte e Lazer. A proposta é criar um órgão vinculado ao gabinete de Serra ou à Casa Civil para tratar especificamente das políticas públicas para os jovens, tirando essa atribuição da atual secretaria. A avaliação é de que a área está esquecida e precisa de mais integração com os diversos setores do governo para dar resultados.
O projeto de reformulação deve ser apresentado a Serra nesta semana, quando o tucano começa a receber um diagnóstico de cada área do governo estadual feito pela equipe de transição no último mês. Confirmada, essa não será a primeira alteração no desenho da máquina estadual. Serra já anunciou que pretende mexer nas pastas de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e na Casa Civil.
Reportando-se diretamente ao governador, o objetivo é que esse órgão - poderia ser uma coordenadoria ou uma secretaria especial - fortaleça programas e projetos para os jovens e cobre das secretarias um olhar especial para esse grupo. Seria um movimento parecido com o que houve na questão do meio ambiente e dos deficientes físicos.
Para comandar a Secretaria de Esporte, foi convidado o atual diretor-executivo do Instituto Sou da Paz, Denis Mizne, mas a idéia não prosperou. Não está descartada a possibilidade de a pasta entrar na cota de algum alia do.

Nomeação
O governador eleito anunciou ontem o novo procurador-geral do Estado a partir de 2007. Ocupará o posto o atual presidente da Associação dos Procuradores do Estado de São Paulo (Apesp), Marcos Fábio de Oliveira Nusdeo, que é mestre em direito constitucional pela Faculdade de Direito da USP, tendo ingressado na carreira em 1989, na Procuradoria Judicial.
Serra escolheu 13 secretários até agora, priorizando as pastas estratégicas, como Segurança, Saúde, Educação, Transportes Metropolitanos, Casa Civil e Administração Penitenciária. Entre as indefinições, as pastas mais cobiçadas são Habitação, por causa do orçamento gordo e da influência política no Estado, e Transporte, em virtude de obras milionárias, como o rodoanel. É certo que elas não entrarão no processo de acomodação política.
O PFL foi o único parceiro agraciado por enquanto. Na fila por espaço na máquina estão o PTB e a MD. Os petebistas, que têm cargos no governo desde a gestão Mário Covas, devem perder poder com Serra - já estão sem a pasta do Trabalho. A avaliação é de que o partido já não tem mais a mesma força na Assembléia - elegeu apenas 4 deputados estaduais, ante os 7 atuais. Do lado da MD, a situação também está indefinida porque o diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique Brito Cruz, escolhido por Serra para ocupar a Ciência e Tecnologia na cota do partido, recusou o convite.