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Serra: invasão desrespeita autonomia universitária

Publicado em 03 junho 2007

Governador voltou a defender a criação da Secretaria de Ensino Superior

Para o governador do estado de São Paulo, José Serra, a invasão da reitoria da Universidade de São Paulo, que completou 31 dias neste domingo (3), é "um enorme desrespeito á autonomia universitária". Segundo o governador, os estudantes deveriam "cobrar dos invasores a desocupação da reitoria e do funcionamento normal da universidade".
Em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", Serra voltou a defender a criação da Secretaria de Ensino Superior. Sua finalidade, diz Serra, é "ajudar na expansão com qualidade das oportunidades de ensino superior".
O governador negou que os decretos que criaram a secretaria firam a autonomia universitária, como vem sendo apontado pelos estudantes. "No artigo 2º do decreto que organizou a secretaria", diz Serra "diz-se sem rodeios: 'as funções voltadas ao ensino superior serão exercidas em articulação e conjugação de esforços com as instituições envolvidas, observando-se sempre o respeito à autonomia e às características de cada universidade".

Veja quais são os decretos de Serra que motivam o protesto dos estudantes
Em meio aos desentendimentos com relação aos decretos que determinavam novas regras para as instituições de ensino superior estaduais paulistas, Serra editou na última semana um novo decreto, no qual reformula o texto de um publicado anteriormente e esclarece a interpretação dos outros quatro assinados no início deste ano.
O novo decreto diz que o governador decidiu editar o novo texto "considerando que surgiram interpretações reiteradamente equivocadas acerca do alcance e aplicabilidade dos referidos decretos às universidades públicas estaduais e à Fapesp". A medida também levou em conta, segundo o texto, "a conveniência de eliminar os equívocos de interpretação e fixar o exato sentido dos referidos decretos".
Segundo o governador, o novo documento foi necessário "por causa do obscurantismo que se produziu em relação às intenções do governo".