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Serra do Japi deve ficar ter atividades congeladas por até sete meses

Publicado em 24 novembro 2009

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente planeja congelar as atividades na Serra do Japi, tombada em 1983, em até sete meses para estudos de limites do futuro parque estadual. Prevista em lei federal, a medida resultaria das reivindicações do Instituto Serra do Japi, liderado pelo secretário de Obras Sinésio Scarabello ou do projeto do deputado Pedro Bigardi (PCdoB).

"O mapa de vegetação está quase pronto, com ajuda de voluntários. A idéia é estimular reservas particulares também", afirma Sinésio.

O projeto legislativo do parque, de autoria de Bigardi, inclui uma audiência pública em Cabreúva, em 7 de dezembro, às 19h30, na Câmara.

A associação de moradores do bairro Santa Clara registrou ofício no Conselho de Defesa do Meio Ambiente contra o projeto. Para a representante Ione Candioto, a situação "não garante a conservação" e o projeto bloqueia outras iniciativas como uma estrada-parque. A ONG Caminho Verde vê a medida como limitada, pois deve garantir corredores ecológicos para animais acuados pela expansão urbana.

Veja: www.fflorestal.sp.gov.br

Prefeitura corre contra atraso

Equipamentos de última geração para análise de amostras ou bioestatísticas aguardam há meses no Instituto de Biologia da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) o término de obras na base ecológica da Serra do Japi. "Esperamos o andamento ser retomado", afirma o zoólogo João Vasconcellos Neto.

Assessores do setor de Planejamento e Meio Ambiente afirmam que a instalação de redes de banda larga deve ser iniciada mesmo antes do final da reforma do teto para não perder os recursos orçamentários deste ano.

Assinado em 2008 com a Fapesp (Fundação Estadual de Amparo à Pesquisa) e Vitae, o projeto teve atrasos mas a base conta com R$ 657 mil no PPA 2010-2013.

Outras mudanças

O governo municipal também é alvo de especulações de ambientalistas locais sobre pavimentação do circuito Terra Nova-Paiol Velho-Santa Clara e de planos do governo para a área da cachoeira de Morungaba, desapropriada em 2007. Na quinta, 19, decreto do prefeito Miguel Haddad interditou o pesqueiro.