Notícia

Contexto Exato

Sequenciar coronavírus só foi possível com investimento público, diz cientista

Publicado em 05 março 2020

O Brasil registrou no dia 26 de fevereiro o primeiro caso de coronavírus, se tornando o primeiro país da América Latina a registrar um caso da epidemia.

Até o momento, o Brasil confirmou quatro casos da epidemia. Boletim divulgado pelo Ministério da Saúde na quarta-feira (4), indica a existência de 531 casos suspeitos.

O relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), da última segunda-feira aponta que o Covid-19 está presente em 64 países e a taxa de letalidade é de 3,4%.

Pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz (IAL) e do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP), instituições públicas sediadas em São Paulo, realizaram o processo de sequenciamento do vírus, 48 horas após a confirmação do primeiro caso.

"Logo que apareceu o primeiro caso positivo, nós já estávamos com tudo preparado, a equipe inteira estava preparada. Então, foi feito o sequenciamento em tempo real. A gente já foi analisando, enviando os dados para a universidade de Oxford, universidade de Edimburgo e Birmingham e o grupo inteiro conseguiu fazer isso mais rápido possível para que a gente conseguisse liberar esse resultado em 48 horas", relata a biomédica Ingra Morales Claro, de 28 anos.

Biomédica e aluna de doutorado da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), ela integrou a equipe liderada pela professora Ester Sabino e composta por nove mulheres e um homem.

"A gente passa por dificuldades nesse mundo machista, mas nós somos mulheres, inteligentes, cientistas. Então, é um grupo muito maravilhoso composto de mulheres maravilhosas, liderado pela professora Ester, que é a nossa inspiração dentro do laboratório", ressalta.

A pesquisadora destaca a importância do incentivo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) para o trabalho sequenciamento do genoma e reforça a necessidade de investimento governamental para esse trabalho.

"A gente tem incentivo de um projeto que chama Cade [Centro de Diagnóstico Distribuição Genômica e Epidemiologia de Arbovírus], da Fapesp. Só com esse dinheiro é possível a gente trabalhar com essa tecnologia esse tempo todo. A gente sempre teve incentivo da Fapesp e todas as alunas que participaram do sequenciamento genômico têm bolsa. Então incentivo governamental e investimento em pesquisa é a parte mais importante nesse momento", ressalta.

Em entrevista ao Brasil de Fato, ela falou da função do sequenciamento genômico e a importância dele em casos de epidemia assim como o reconhecimento do papel da mulher cientista.

Na foto / Da direita para a esquerda: Jaqueline goes de Jesus, Flavia Salles, prof.a Ester Sabino, Erika Manuli e Ingra Morales claro (Arquivo Pessoal/Ingra Morales Claro)

Brasil de Fato: O grupo de vocês constituído, praticamente, por mulheres. De que forma isso está sendo percebido pela equipe?

Ingra Morales Claro: O grupo da professora Ester Sabino, que é a nossa orientadora e coordenadora desse projeto do CADE, no Brasil, é composto por nove mulheres e um homem. A gente está muito feliz por esse reconhecimento da mulher cientista. Estamos recebendo muitas mensagens de pessoas que estão perguntando como é ser uma mulher dentro desse rumo da ciência e um monte de meninas, que estão ingressando agora é na ciência estão se espelhando na gente. Então, está sendo muito gostoso ver isso e poder passar para as mulheres do Brasil, de que a gente passa por dificuldades nesse mundo machista, mas nós somos mulheres, inteligentes, cientistas. Então, é um grupo muito maravilhoso composto de mulheres maravilhosas, liderado pela professora Ester, que a nossa inspiração dentro do laboratório.

Como foi o processo de trabalho, específico, para o sequenciamento do coronavírus?

A gente conseguiu estar preparado para essa epidemia do Corona. A gente já estava junto com o Instituto Adolfo Lutz analisando os casos suspeitos e logo que apareceu o primeiro caso positivo, nós já estávamos com tudo preparado, a equipe inteira estava preparada. Então, foi feito o sequenciamento em tempo real. A gente já foi analisando, enviado os dados para a universidade de Oxford, universidade de Edimburgo e Birmingham e o grupo inteiro conseguiu fazer isso mais rápido possível para que a gente conseguisse se liberar esse resultado em 48 horas.

Quando o Brasil passou a realizar o sequenciamento genômico?

Desde 2016 quando teve epidemia do vírus zika, no Brasil, a gente recebeu um pesquisador da Universidade de Birmingham no nosso instituto e ele trouxe essa tecnologia, que chama MinION, que é um sequenciador portátil. Eu aprendi essa tecnologia em 2016. Participei de um projeto que chama Zibra, no qual a gente viajou pelo Nordeste, dentro de um miniônibus e sequenciou o genoma do zika dentro desse ônibus. Desde então nosso instituto vem utilizando essa tecnologia.

Esse sequenciamento foi utilizado para quais doenças no país?

Epidemias de dengue, febre amarela, chikungunya e zika. A gente vem utilizando e aprimorando o protocolo de sequenciamento, eu mesma passei alguns alguns meses na universidade de Birmingham trabalhando nisso para que a tecnologia ficasse mais rápida e mais barata e trouxe aqui para o Instituto.

Qual é a importância do sequenciamento genômico?

O sequenciamento nos dá informações importantes sobre o vírus. A gente consegue ver as mutações, que vão acontecendo nesse genoma de pessoa para pessoa. A partir daí, a gente consegue analisar a dispersão do vírus porque conforme o tempo e local, a gente consegue analisar essas mutações e utilizar esse genoma depois para fazer vacinas, produção de medicamentos e produção de testes-diagnósticos. Então, a gente tem diversas informações que são geradas a partir do sequenciamento genômico.

De que forma o sequenciamento ajuda na contenção de uma epidemia como no o caso do coronavirus?

A gente está utilizando bastante hoje para ver essa distribuição da epidemia. Somente com sequenciamento genômico a gente pôde saber que a nossa sequência era similar com a sequência da Alemanha e a segunda com a sequência da Inglaterra. Só essa tecnologia nos permite observar isso.

Quais os tipos de apoios são necessários para a ciência brasileira para que se permita o sequenciamento?

Sequenciamento genômico é uma tecnologia ainda cara no momento. Isso é o que a gente vem trabalhando. Conforme os anos, ela vem diminuindo muito o preço, mas ainda é uma tecnologia cara para que seja utilizado em centros de pesquisa de diagnósticos brasileiros.

Essa é a nossa ideia, fazer de uma forma menos complexa, mais barata, em distribuir essa tecnologia para todos os centros do Brasil, para que todo mundo possa usar, mas mesmo assim ainda continua sendo cara em comparação com outros testes diagnósticos.

Vocês recebem algum apoio do governo?

A gente tem incentivo de um projeto que chama Cade [Centro de Diagnóstico Distribuição Genômica e Epidemiologia de Arbovírus], da Fapesp. Só com esse dinheiro, é possível a gente trabalhar com essa tecnologia esse tempo todo. A gente sempre teve incentivo da Fapesp e todas as alunas que participaram do sequenciamento genômico têm bolsa. Então incentivo governamental e investimento em pesquisa é a parte mais importante nesse momento.

Para produção de vacina e medicamentos sempre é usado o sequenciamento ou é só um dos caminhos?

Não sou muito especializada nessa área de vacina e medicamentos, mas eles utilizam, sim, o sequenciamento genômico. Porque se o vírus sofre uma mutação específica em algum lugar, alguns medicamentos às vezes param de funcionar. Nesse caso tem que fazer um novo medicamento. É necessário essa sequência genômica para analisar esses genomas e ver essas mutações, para ver se o medicamento e a vacina ainda são eficientes para aquele vírus.

Acredita-se que a maior compatibilidade do material genético do coronavírus foi com um vírus sequenciado na Bavária, Alemanha. Isso quer dizer que a contaminação foi na Alemanha? Ou é só um indicativo?

Isso é só um indicativo, nos mostra que é similar, a sequência gerada da Bavaria, da Alemanha, mas não quer dizer que veio da Alemanha, porque as sequência são geradas e as mutações vão acontecendo conforme o tempo. Então, para a gente indicar que veio mesmo da Alemanha, da Bavaria, de algum paciente por exemplo contaminado, a gente precisaria, nesse caso, ter sequenciado todos os casos positivos, assim a gente conseguiria rastrear essa disseminação, mas como a gente não tem esses dados, a gente não pode firma isso.

Quais são as outras formas de identificar a origem do vírus?

A gente consegue afirmar por histórico do paciente, por exemplo. Esse paciente teve contato com paciente da Alemanha e foi contaminado por esse paciente, o que foi o caso das nossas sequências. A gente sabia que o paciente veio da Itália. Ou então, teria que ter todos os casos positivos sequenciados, assim a gente conseguiria saber totalmente a disseminação desses casos.

Essa questão da mutação é uma das características do vírus que faz com que ele se torne uma epidemia?

As mutações sempre ocorrem em um vírus, principalmente vírus de RNA, que é esse caso. Quando uma pessoa é infectada, esse vírus começa se replicar dentro do nosso organismo e sempre vai sofrer uma mutação conforme essa replicação.

Cada vírus tem uma taxa mutacional diferente, mas isso é muito comum acontecer, por isso que a gente consegue fazer todas essas análises e por isso também que esses novos vírus vêm sempre aparecendo, por causa de mutações que às vezes infectavam apenas animais e aí no caso sofreu uma mutação e começou a ser transmitido para humano.

Os vírus que atacam o sistema respiratório são os que sofrem mais mutações?

Para responder com mais propriedade eu precisaria analisar a taxa mutacional de cada vírus. Mas o influenza é mais mutável que o coronavírus, por exemplo, e outros tipos de vírus como o arbovírus, que são os vírus transmitidos pela picada de um mosquito que também sofre muitas mutações. Para analisar isso com toda certeza é preciso analisar vírus por vírus e analisar a taxa mutacional deles.

A sequência obtida por vocês têm qual porcentagem de cobertura? Isso já configura um genoma completo do coronavírus que está no Brasil?

O primeiro genoma a gente obteve 96% de cobertura e o segundo genoma 100% de cobertura. Isso nos dá o que a gente chama de genoma completo do vírus. No primeiro caso a gente teve uma porcentagem um pouco menor, porque a carga viral que o paciente apresentava era um pouco menor do que a do segundo paciente e isso dificulta a amplificação do genoma nos testes que a gente faz.

O sequenciamento foi feito com a colaboração remota de pesquisadores das universidades de Birmingham, Edinburgh e Oxford, no Reino Unido. Como é esse trabalho remoto?

A gente tem esse grupo, Cade, em que a gente trabalha em conjunto já há alguns anos: a USP, Universidade de Birmingham e Universidade de Oxford. No momento do sequenciamento, a gente estava com eles via computador. Tudo que ia sendo gerado, a gente ia passando para eles. Então, foi um grupo na verdade que conseguiu fazer esse resultado rápido.

De que forma essa parceria de vocês contribui para a sociedade e a saúde das pessoas?

Essa é uma parceria muito importante para nós. Sempre foi, desde 2016. Se não fosse com essa parceria a gente não teria aprendido a tecnologia, não teria passado essa tecnologia para outros institutos, não teria trabalhado em conjunto, aprimorado as análises, os protocolos, não teria esse investimento todo que a gente vem tendo nas pesquisas que a gente vem fazendo.

A gente tem essa parceria, então conta com grandes pesquisadores e pesquisadores muito importantes de Oxford como o Nuno Faria de Birmingham, entre outos. Eles passam para gente esse conhecimento, a gente vem trabalhando com workshops para ensinar isso tudo que a gente vem aprendendo. Então, é muito importante porque a gente está fazendo cooperação de tecnologias e a gente está tentando passar isso tudo para os institutos de pesquisa e diagnóstico aqui no Brasil.

Podemos dizer que esse sequenciamento é uma forma de conter a epidemia?

Ele não conteria a epidemia, mas ajudaria a estudar a epidemia melhor. No caso da Febre Amarela, por exemplo, a gente ia analisando os casos e conseguia fazer estudos matemáticos para ver em quanto tempo essa epidemia chegaria em um outro lugar. Ver essa disseminação pelas cidades para ver a questão de vacinação, qual era a cidade que tinha o maior risco, que precisava de vacinação o mais rápido possível. Em casos de epidemia o sequenciamento genômico é importante por causa disso.

Quais são os tipos de vírus que existem?

Nós temos vírus de RNA e DNA. RNA é quando é uma fita única, DNA é quando dupla fita. Então, a gente tem, apenas, uma fita do vírus contendo material genético e por isso que eles precisam de algum hospedeiro para eles se replicarem.

Os dois vírus são parasitas?

Os dois vírus tanto DNA, quanto RNA são parasitas obrigatórios, então, eles precisam da nossa maquinaria para poderem se replicar. No caso, o RNA tem uma única fita, então, ele replica dentro do nosso organismo, utilizando a nossa maquinaria e tem uma probabilidade maior de sofrer mutações, quando comparado com o de DNA.

Exemplos de vírus de RNA, são o influenza, o corona, alguns arbovírus como o zika, dengue e chicungunha e de DNA a gente tem, por exemplo, o herpes.

Essa notícia também repercutiu nos veículos:
Yahoo! Estadão.com Folha.com Correio Braziliense online Portal R7 Folha.com Folha de S. Paulo Correio Braziliense Estadão.com G1 BOL UOL IstoÉ Dinheiro online Agência Brasil IstoÉ online UOL BOL IstoÉ Dinheiro online Portal Exame Yahoo! Blog H News Galileu online Claudia online Ufw Primeira Hora Central das Notícias Blog Beréia Urbana Vix Voz da Bahia Central das Notícias Jornais Virtuais Terra Press From Brasil Central das Notícias MSN Ufw IE - Instituto de Engenharia CRBM-5 - Conselho Regional de Biomedicina - 5ª Região Portal dos 3 DCM - Diário do Centro do Mundo Catraca Livre Blog de Isabella Barros Martins Fundacred NSC Total Zero Hora online Justiça de Saia Mega Curioso Mundo Negro Jornal Floripa ODTUR - Turismo e Políticas Públicas Jornal da Ciência online Jornal Tijucas A Voz da Serra Jornal Correio do Povo de Alagoas ON Jornal Blog de Luciano Siqueira MJD BR – Movimento Juvenil Dominicano do Brasil NSC Total Portal do Holanda Jornal Floripa Mix Vale Zero Hora online Revista Seleções online Central das Notícias DL News Jornal Correio do Povo de Alagoas Café com Notícias 24 Brasil Cidade Verde A Gazeta (ES) online Correio do Povo (Porto Alegre, RS) online O Imparcial (São Luís, MA) online Central das Notícias Guajara Hoje Central das Notícias Blog Proprietário Direto Plurale online Press From Brasil MSN Fique informado Mais Goiás Central das Notícias Portal Aqui em Goiás Rede Brasil Atual TV Globo R7 Lifestyle Ciência e Cultura online MSN (Colômbia) Replicário Canal Itacoatiara Central das Notícias Correio Popular (Campinas, SP) online Jornal de Piracicaba Portal Agora no RS Dinheiro Rural online Z1 Portal de Notícias Diário Piauí Protec - Pró-Inovação Tecnológica Leia Já Jornal do Brasil online O Bom da Notícia O Povo online Carta Capital online Central das Notícias Correio 24 horas FA Notícias IG Jornal Integração Jornal Página do Estado O Documento online Jornal Local (Campinas, SP) online Madeirão Cenário MT NE10 Diário de Pernambuco online Folha do Norte do MS Painel Notícias Surgiu Jornal Comunidade Nitro News Brasil Nota Diária Novo Cantu Notícias Poliarquia Portal de Notícias Portal Lapada Lapada Portal TopGyn Camaçari Fatos e Fotos TNH1 JC Notícias (São Paulo, SP) A Semana (Curitibanos, SC) online Diário da Amazônia RedeTV (Porto Velho, RO) RolNews Portal GMC Online Informe Baiano Época Negócios online Conesul News Toda Hora A Semana News Bahia Recôncavo Jornal União online Blog Ultimas Noticias Minha Capital Click Guarulhos Money Times O Bom da Notícia Foco Cidade Faxaju Expresso MT Rosenwal Ferreira O Londrinense A Província do Pará Tudo Rondônia Sindireceita - Sindicato Nacional dos Analistas-Tributários da Receita Federal do Brasil Jornal Extra de Alagoas online Idest Jornal de Piracicaba Portal Lapada Lapada Repórter Hoje Poliarquia Novo Cantu Notícias FA Notícias O Documento online O Verídico A Tarde (BA) online Dinheiro Rural online O Estado RJ online Diga Bahia Central das Notícias Cidade Biz Notibras Head Topics (Brasil) O Rondoniense O Vale online Jornal Dia Dia Diário MS online Edgar Lisboa Correio Capixaba online Primeira Hora Espaço Livre Notícias Gazeta Minas a informação direta Portal Aqui em Goiás No Mercado ES Capixaba Viver Toledo Time 24 News (EUA) SindServ Barueri MT de Fato Sol de Rondonia Portal F11 Santiago Live Repórter News Via Alagoas Radar Amazônico Blog do José Duarte Lima Dom Total Gazeta do Dia (Glória de Dourados, MS) Portal de Finanças Mundo Positivo Tecmundo Poá com Acento O Serrano online Metropolitano Agora Correio de Notícias (PR) Blog da Biblioteca da Escola de Engenharia e do Instituto de Computação Folha Extra 24 Brasil Instituto Humanitas Unisinos ACIG - Associação Comercial e Industrial de Garça Rede de Experiências Repórter 1 Rádio Led FM SINPRAFARMA/SP - Sindicato dos Práticos de Farmácia e dos Empregados no Comércio de Drogas, Medicamentos e Produtos Farmacêuticos de São Paulo CN10 JN Hoje Brasilian Press (EUA) online Jornal de Santa Catarina (SC) Revista AN NSC SERJUSMIG - Sindicato dos Servidores da Justiça de Primeira Instância de Minas Gerais Pantanal Agora Es 1 Amazônia Brasil Rádio Web Bocaina Informa Acesse Notícias Canal Itacoatiara Agência Patrícia Galvão SINASEFE IFSul - Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica - Seção Sindical IFSul A Folha (PR) Correio Nogueirense Atual MT Bahia Diário TV Mais Badalo CTB - Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil Politica Global Portal GRNews Roraima em Tempo online Jornal Página do Estado Cidade Livre Momento MT Thunder Cheats Midia News Campo Grande Gazeta de Rio Preto online Portal AZ Mega Curioso MSN (Canadá) Jornal Nossa Voz Pelo Mundo DF Muvuca Popular Polêmica Paraíba Tecmundo Instituto Humanitas Unisinos Jornal Roraima Hoje Rádio Agência Nacional (EBC) Portal RG AlagoasNT Enxada Neles Sindiute - Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação do Ceará Blog Opará Jornal O candeeiro online Es 1 Escola de Lucifer Sem Limites News Leste Online Is Life Corp Jornal A Folha do Sudoeste online Web Rádio Mandaguaçu CONDSEF - Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal Web Rádio PQP - Pra Quem Pode Ouvir Sem Limites! Rondônia In Foco Repórter News Conexão Amazônia NE10 Dom Total Nh Tv Amazônia Press