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Diário do Poder

Sensor detecta concentração de CO e evita intoxicação por gás

Publicado em 23 março 2019

Uma tecnologia desenvolvida pelo pesquisador Alexandre Zirpoli Simões, da Unesp, em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a Universidad de Mar del Plata, na Argentina, e Universidad Jaume I, na Espanha, pode colaborar para reduzir o número de mortes e intoxicações por gás na Argentina.

Atualmente, a cada ano, cerca de 250 mortes e 2.000 intoxicações por gás são registradas por ano na Argentina. No Brasil, nos últimos dez anos, foram 60 mortes. Devido ao grande número de pessoas acidentadas ou mortas em decorrência de vazamentos ou intoxicações por gás, o deputado argentino Eduardo Bucca apresentou um projeto de lei que obriga a utilização deste sensor que está sendo desenvolvido pelo pesquisador da Unesp em colaboração com colegas da UFSCar, no âmbito do Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF).

O projeto de lei prevê que os aparelhos aquecedores de água tenham um sensor eletrônico de monóxido de carbono (CO) do tamanho de um chip, que já está desenvolvido e patenteado pelos pesquisadores. Seu sinal é processado por um circuito que, quando detecta a concentração de CO, produz uma interrupção e corta o fluxo de gás.

Além disso, existem grandes problemas de envenenamento devido à má combustão na queima de gás natural ou envasado. A pesquisa desenvolvida pelo professor da Unesp em Guaratinguetá com os parceiros do CMDF consiste no desenvolvimento de um sistema de interruptor de corte do fornecimento do gás natural ou do gás envasado, capaz de interromper o suprimento de gás de uma instalação se uma concentração acima do estabelecido para segurança das pessoas for detectada nos ambientes.

A importância deste sistema consiste em evitar a toxicidade por inalação de monóxido de carbono e o risco de explosão por gás natural ou gás envasado.

No vídeo abaixo, elaborado pelo CDMF, o pesquisador Alexandre Simões explica a pesquisa. O CDMF é um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiados pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e também recebe investimento do CNPq, a partir do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos Materiais em Nanotecnologia (INCTMN).

https://youtu.be/-DUk-oKNxh0

Visita

Na semana passada, o diretor do CDMF, professor Elson Longo, recebeu em São Carlos os empresários argentinos Daniel Zoccali (Nikro Protección Inteligente), Luciano Vergagni (Lambda Automatizaciones) e Nicolas Tibaldi (Conicet).

Os industriais informaram que vão dar apoio e comercializar na Argentina os dispositivos de proteção contra envenenamento por monóxido de carbono, desenvolvidos por uma cooperação internacional que envolve os pesquisadores Miguel Ponce, da Universidad de Mar del Plata, Juan Andres, da Universidad Jaume I e os brasileiros Alexandre Simões, da Unesp em Guaratinguetá, e o diretor Elson Longo, ligado à UFSCar.

O projeto integra o acordo de cooperação FAPESP/CONICET, que tem como objetivo implementar colaboração científica e tecnológica entre a Argentina e o Estado de São Paulo. (ACI Unesp)