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Seminário reúne especialistas em análises sobre a macrometrópole paulista

Publicado em 15 junho 2018

Apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a pesquisa “Governança ambiental da macrometrópole paulista face à variabilidade climática” foi tema de seminário realizado pela entidade. O assunto é analisado por um grupo de quase 40 pesquisadores de instituições paulistas.

Os estudos envolvem as localidades que abrangem 170 cidades das regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas, Sorocaba, Baixada Santista e entorno do Vale do Paraíba. Vale destacar que, segundo especialistas, as mudanças climáticas podem agravar os problemas dos municípios, uma vez que a urbanização gera diversos riscos.

Eixos

Em linhas gerais, o projeto tratará de cinco eixos principais e interdisciplinares: análise de vulnerabilidades, serviços ecossistêmicos, energia, mudanças climáticas e inovação. “O problema ambiental não será resolvido enquanto não organizarmos a vida nas cidades. Portanto, um seminário como este é oportuno para a criação de políticas públicas”, explica o presidente da Fapesp, José Goldemberg.

Por isso, o projeto temático trabalha com um recorte geográfico inovador, ligado à macrometrópole, ambiente que transcende as regiões metropolitanas. “A macrometrópole é um excelente laboratório para o estudo de governança ambiental. São Paulo já vive uma megamudança climática, por causa da urbanização, e é importante saber como ela está respondendo aos desafios das mudanças climáticas”, analisa o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Carlos Nobre.

Para o pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do projeto temático, Pedro Jacobi, a iniciativa tem importância porque traz ao público a compreensão sobre a dimensão macrometropolitana.

“A ideia é fortalecer um conjunto de iniciativas que permitam ampliar o diálogo com a sociedade, com aqueles que estão envolvidos em políticas públicas e organizações não governamentais, que têm sido importantes no seu diálogo com a gestão de políticas públicas”, ressalta.

Desafio

As pesquisas têm o desafio de pensar a governança ambiental, com a água como questão central, além das cadeias de elementos essenciais para a qualidade de vida. “Não é simples reduzir a vulnerabilidade no contexto de populações excluídas e injustiças socioambientais. O desafio começa por aí, em termos dessa escassez, da interdependência água-energia-alimentos e de território”, destaca Leandro Giatti, da Faculdade de Saúde Pública da USP.

O projeto também permite a inovação ligada à aprendizagem social. “Ao mesmo tempo em que demanda interdisciplinaridade, o trabalho requer um processo de produção de conhecimento que não fique restrito a um núcleo de especialistas”, revela Renata Ferraz de Toledo, professora do Centro Universitário Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU). Segundo a docente, é importante no estudo trabalhar com o processo de aprendizagem colaborativa.