Notícia

Alimento Seguro

Seminário Estadual do Aqüífero Guarani

Publicado em 27 julho 2006

Reservatório de águas subterrâneas de 1 milhão e 200 mil quilômetros quadrados se estende pelos territórios do Brasil, do Uruguai, da Argentina e do Paraguai.
Resultados preliminares do Projeto de Proteção Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do Aqüífero Guarani serão apresentados durante a Jornada Estadual do Aqüífero Guarani, que ocorrerá de 16 a 18 de agosto, na cidade de Botucatu, interior de São Paulo.
O objetivo do projeto, que termina em 2007, é elaborar estudos para a implantação de uma estrutura técnica e institucional com vistas à proteção e gestão do Aqüífero Guarani, reservatório de águas subterrâneas de 1 milhão e 200 mil quilômetros quadrados que se estende pelos territórios do Brasil, do Uruguai, da Argentina e do Paraguai.
O evento também é uma preparação para o Encontro Internacional do Aqüífero Guarani, que ocorrerá no final de novembro, em Campo Grande (MT).
O que é -- O Aqüífero Guarani é um enorme reservatório de águas subterrâneas, de 1 milhão e 200 mil quilômetros quadrados, que se estende pelos territórios do Brasil (840.000 km2), Uruguai (58.500 km2), Argentina (355.000 km2) e Paraguai (58.500 km2) - uma área equivalente a dos países da Inglaterra, França e Espanha, juntos.
Esse manancial dispõe de um volume aproveitável de água da ordem de 40 km3/ano, trinta vezes superior à demanda por água de toda a população existente em sua área de ocorrência, cerca de 20 milhões de habitantes. Os recursos hídricos são em geral de excelente qualidade e prestam-se para todos os fins em quase toda a área. Atualmente, quase toda a água extraída é utilizada no abastecimento público de centenas de cidades de médio e grande porte, por meio de poços de profundidade variada, de algumas centenas a mais de 1.000 metros.
A partir dos anos 70, especialmente na porção brasileira (em São Paulo), teve início um surto exploratório; hoje em dia o aqüífero é explotado com maior intensidade (mais de 2.000 poços) nas bordas da bacia, a profundidades de 100 a 300 metros, e por algumas centenas de poços em áreas mais profundas do aqüífero, entre 500 e 1.500 metros. Em decorrência disso, houve um notável avanço da tecnologia de perfuração de poços profundos mas, por falta de políticas governamentais, o reservatório vem sendo explotado de maneira desordenada. A persistir esta situação, problemas de sobrexplotação localizada ou de contaminação a partir das bordas da bacia, em áreas urbanizadas ou industrializadas, poderão comprometer o aqüífero.

Serviço:
Mais informações: www.botucatu.sp.gov.br/aquiferoguarani.

Agência FAPESP; Prefeitura Municipal de Botucatu — SP