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Diário Oficial do Estado de São Paulo

Seminário aborda pesquisas em inteligência artificial

Publicado em 28 novembro 2018

Por Leonardo Battani

Pesquisadores e interessados em inteligência artificial (IA) reuniram-se na segunda-feira (26/11) no auditório Franco Montoro para mais uma palestra da parceria entre o Instituto do Legislativo Paulista (ILP) e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O encontro contou com a presença de cinco especialistas da área, como Fabio Gagliardi Cozman, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). Sua apresentação abordou os impactos da inteligência artificial na sociedade. Antes, provocou: “uma pergunta sem resposta fácil: o que é inteligência? Às vezes, o que consideramos complexo e inteligente pode ser apenas uma ação repetitiva, e o que aos nossos olhos pode ser simples, é inteligente”.

A partir disso, segundo ele, o próprio entendimento da inteligência artificial é afetado. “A IA é definida como qualquer sistema que procura reproduzir atividades humanas inteligentes que requerem cognição.” Cozman exemplificou com ações cotidianas, como dirigir: já existem carros sem motoristas, que usam internet e sensores para se moverem.

O professor é otimista em relação aos impactos. “A ideia é aumentar a produtividade e retirar do ser humano todas as atividades repetitivas e pouco recompensadoras.” Mas alerta para possíveis problemas, como perda de controle e da privacidade dos indivíduos pelo uso constante de dados.

Estudos

Marcelo Finger, coordenador da área de ciências da computação da Fapesp, abordou os caminhos da pesquisa sobre o assunto no Estado de São Paulo. Ele contou que, desde 1992, a fundação apoia projetos da área, e que o volume aumentou nos últimos cinco anos, por meio da Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe).

Na área acadêmica, a IA também está presente. Finger citou entre as ações a análise de imagens na agricultura e a concepção de cidades inteligentes. No ramo empresarial, a pesquisa se estende às áreas da biometria, do controle hídrico e do aprendizado das máquinas.

Para Fernando Menezes de Almeida, diretor administrativo da Fapesp, o encontro é fundamental para a divulgação da ciência e tecnologia produzidas no estado. “É uma série de palestras que trazem temas pertinentes à população e debatidos aqui na Alesp”, celebrou.

A parceria entre o ILP e a Fapesp existe há um ano. Em 2017, foram quatro palestras e, devido ao sucesso, serão oito neste ano. “Nosso objetivo é ressaltar a pesquisa para o desenvolvimento tanto da atividade legislativa quanto a do debate na sociedade”, explicou o presidente do ILP, Vinícius Schurgelies.

Além de Cozman e Finger, outros três palestrantes expuseram suas pesquisas. Claudio Santos Pinhanez, da IBM Research Brasil, falou sobre o uso da IA para potencializar o big data. Esther Luna Colombini, do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), abordou a robótica inteligente. E Roberto de Alencar Lotufo, da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (Feec) da Unicamp, tratou sobre os impactos da IA na automação de documentos.