Notícia

DBO

Semente de girassol reduz morte embrionária em IATF e TETF

Publicado em 22 outubro 2014

Por Fernando Yassu

Pesquisa inédita desenvolvida no Laboratório de Investigação da Fisiologia do Endométrio e do Embrião, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia Agronômica da Unesp, campus de Dracena, no oeste paulista, indica que o uso de sementes de girassol na dieta de fêmeas melhora substancialmente a eficiência da técnica de IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo) e de TETF (Transferência de Embrião em Tempo Fixo).

No primeiro caso, 133 vacas Nelore, com 40 a 130 dias de parição, foram submetidas à dieta com semente de girassol e tiveram incremento de 18,9% na taxa de concepção, medida com ultrassonografia, 30 dias após a aplicação do protocolo para a sincronização do cio. No caso de embriões, o aumento foi de 18,7%. A pesquisa, coordenada pela médica veterinária e docente da Faculdade de Zootecnia de Dracena, Cláudia Bertan Membrive, que é PhD e livre-docente em reprodução animal, foi feita em parceria com a equipe do professor Mário Binelli, do Laboratório de Fisiologia e Endocrinologia Molecular da USP, campus de Pirassununga, e contou com o apoio financeiro da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), da Fundunesp (Fundação para o Desenvolvimento da Unesp) e da Potensal Nutrição e Saúde Animal, empresa sediada em Santo Anastácio, SP.

O ponto de partida da pesquisa da Unesp foram os estudos existentes na literatura que apontavam mortalidade embrionária de até 20% no período entre o 15o e o 19o dias de gestação em vacas de corte. Pesquisador da Embrapa  Pecuária Sudeste, em São Carlos, o médico veterinário Rui Machado, que colabora com os estudos de Cláudia Bertan, confirmou esses dados ao avaliar vacas Nelore.

Saiba mais na edição impressa de DBO 407