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Diário de Pernambuco online

Sem patrocínio, iniciativa não anda

Publicado em 07 outubro 2005

São Paulo - Enquanto a vacina patrocinada por um laboratório internacional avança, uma iniciativa nacional corre o risco de morrer na praia. A equipe do Instituto Butantã, que desenvolve um produto similar contra o HPV 16 e 18, não obteve continuidade do financiamento que levaria adiante o trabalho.
Segundo o coordenador da área de genética do instituto, Willy Beçak, é preciso R$ 1,5 milhão, em três anos, para que os estudos em laboratório acabem - o passo seguinte seria o teste clínico.
O pedido foi feito ao Ministério da Saúde e à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), sem resposta até agora. Como conseqüência, dois dos quatro pesquisadores que trabalhavam no projeto já foram dispensados e Beçak não consegue mensurar quanto tempo seria necessário para terminar o produto nestas condições. Hoje o projeto é mantido exclusivamente pelo instituto, mas as verbas são poucas para comprar material e pagar equipe.
A idéia é disponibilizar para o governo brasileiro uma versão mais barata, como foi feito no caso da vacina contra a hepatite B: enquanto o produto de um laboratório internacional custa US$ 5, a versão nacional criada pelo Butantã pode ser obtida a US$ 0,5.