Notícia

Centro Alemão de Ciência e Inovação - São Paulo

Secretário-geral da Fundação Humboldt fala sobre desafios da cooperação internacional

Publicado em 22 outubro 2014

Agência FAPESP – “Se realmente quisermos cooperações instigantes em pesquisa científica e projetos conjuntos em que se pense o até então impensável, não é suficiente apenas colocar cientistas de um país em contato com os de outro, ou apenas permitir que se visitem”, disse Enno Aufderheide, secretário-geral da Fundação Alexander von Humboldt, durante a FAPESP Week Munich. O simpósio é promovido pela FAPESP e pelo Centro Universitário da Baviera para a América Latina (Baylat) em Munique, na Alemanha, de 15 a 17 de outubro. O Centro Alemão de Ciência e Inovação – São Paulo (DWIH-SP) é parceiro da FAPESP Week Munich e participa do evento.

“Temos que tornar possível que os pesquisadores permaneçam em outros países. Temos que permitir que eles tenham a perspectiva das pessoas que vivem lá e com quem eles trabalharão, de modo que haja uma interação real entre os dois lados”, disse Aufderheide.

“Essa rede apoia colaborações multilaterais em várias disciplinas, beneficiando tanto indivíduos em sua busca de conquistas científicas como países que querem se tornar parte do empreendimento global de adquirir conhecimento”, disse.

Segundo Aufderheide, as necessidades e oportunidades para a colaboração internacional em pesquisa têm aumentado enormemente na última década. “E países que não estão bem integrados em redes internacionais correm o risco de perder oportunidades importantes para recrutar talentos”, disse.

A Fundação Humboldt no Brasil
Fundada em 1953 e com 15 pesquisadores com prêmio Nobel, a Fundação Humboldt oferece auxílios que possibilitam a pesquisadores de outros países passarem períodos em uma instituição alemã. 

A Fundação já fomentou mais de 350 pesquisadores do Brasil e coopera com a Capes. Além das conferências interdisciplinares organizadas em parceria (“Brazilian- German Frontiers of Science and Technology”), as duas instituições devem oferecer no futuro bolsas conjuntas. Atualmente há três humboldtianos no Brasil que atuam como embaixadores científicos honorários da Fundação informando sobre os programas da fundação. O escritório brasileiro, sediado no DWIH-SP, apoia o trabalho dos embaixadores científicos e contribui para aumentar a visibilidade dos programas de fomento da instituição.

A instituição tem construído uma rede global de excelência em pesquisa que conta atualmente com 26 mil pesquisadores em quase 140 países, que têm ou tiveram apoio em algum momento de suas carreiras.

Leia a notícia na íntegra no site da Agência FAPESP.