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Secretário fala sobre evento

Publicado em 11 julho 2008

Por Rogério Verzignasse

Maior evento acadêmico do ano, a reunião anual da SBPC é importante para a percepção pública da Ciência. É o momento do calendário em que as esferas de governo e os especialistas dão satisfação à comunidade sobre os investimentos feitos nas pesquisa, e como elas se se revertem em qualidade de vida. Um cidadão, de maneira especial, aguardava o evento com entusiasmo.

Carlos Vogt foi reitor da Unicamp entre 1990 e 1994. Hoje, é secretário estadual do Ensino Superior. A pasta contribuiu com R$ 500 mil para a organização do evento em Campinas. Entre uma função e outra, o lingüista ocupou cargos estratégicos ligados à pesquisa. E, em toda a trajetória, esteve vinculado à SBPC.

Durante cinco anos, por exemplo, entre 2002 e 2007, Vogt esteve à frente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), uma das mais importantes agências brasileiras de fomento à pesquisa, com orçamento atual da ordem de R$ 600 milhões. Na mesma época, acumulou a editoria da revista Ciência e Cultura.

Desde 1999, por sinal, o Labjor da Unicamp (laboratório de especialização de jornalistas), publica a revista Com Ciência, que ao lado de Ciência Hoje e Jornal da Ciência são grandes órgãos difusores das atividades de pesquisa. "A gente tenta fazer da Unicamp um instrumento importante para levar, ao público, informações sobre a contribuição do mundo acadêmico à construção de um Brasil cada vez respeitado" , fala.

Com as publicações, afirma, a SBPC faz valer a política pública de Ciência & Tecnologia. A sociedade mostra resultados e exige o compromisso de presidente e dos governadores com a pesquisa. E Vogt ressalta que as duas últimas décadas foram fundamentais para que o governo e o setor produtivo se dessem conta que ela (a pesquisa) era estratégica para que o produto nacional atingisse um nível de qualidade que o credenciasse a disputar o mercado internacional.

Esta foi a motivação, por exemplo, para que fosse criado, ainda no governo FHC, os fundos setoriais: 1% do faturamento do exportador, por exemplo, passa a fazer parte do caixa federal que financia atividades voltadas ao aprimoramento do produto exportado. "O País passou a ter mais recursos para formar doutores, e a transformar laboratórios em espaços de referência" , fala.

E os fundos setoriais, diz, mantidos no governo Lula, são estratégicos para o orçamento de muitas outras agências fomentadores da pesquisa:CNPq, Capes, Finep, o próprio BNDES. Para o professor, a SBPC tem, hoje, compromisso de aumentar o interesse do setor privado pelo setor, para que o setor não permaneça tão limitado a iniciativas de fundações e instituições públicas e privadas de ensino. "Quanto maior o interesse da sociedade, melhor para o Brasil" , diz.