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Jornal da Cidade (Bauru, SP) online

Secretário estadual Geraldo Alckmin financia laboratório de aviação leve

Publicado em 27 fevereiro 2009

O secretário estadual de Desenvolvimento, Geraldo Alckmin (PSDB), assina na próxima segunda-feira contrato para implantação do primeiro laboratório brasileiro voltado à pesquisa de estruturas leves para aviação no Parque Tecnológico de São José dos Campos. A iniciativa é para a busca de tecnologias essenciais para desenvolver novos materiais capazes de reduzir o peso das aeronaves.

O convênio prevê investimentos de R$ 90,5 milhões para construir, equipar e operar o laboratório. Os recursos serão obtidos pelo governo do Estado e pela Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A parceria será assinada pela Secretaria de Desenvolvimento, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Embraer e BNDES. A Secretaria de Desenvolvimento também destinou, no final de dezembro do ano passado, um aporte de R$ 2,5 milhões do orçamento do governo do Estado para adequar o novo laboratório.

Para o diretor-presidente do IPT, João Fernando Gomes de Oliveira, o projeto estudará o aumento na resistência dos materiais estruturais das aeronaves, permitindo maior pressão e umidade dentro da cabine, mas sem aumentar o peso da estrutura.

“Apesar de ter foco no ramo da aeronáutica, o empreendimento também será capaz de desenvolver tecnologias em aplicações na indústria automobilística e de autopeças, petróleo e gás, naval, bélica, geração e transporte de energia elétrica, construção civil e bens de capital”, disse Oliveira.

A base de pesquisas do laboratório será o desenvolvimento de materiais compósitos, obtidos a partir de fibra de carbono e resinas. De acordo com o diretor do IPT, esses materiais aliam alto desempenho estrutural à leveza e o gasto de energia nos equipamentos é menor se comparado a materiais tradicionais.

O laboratório será instalado em uma planta térrea de cerca de 4 mil m². O projeto conta com duas grandes máquinas que permitirão a deposição automática, robotizada, da fibra de carbono para fabricação de peças para diversos tipos de aplicação. Além dos materiais compósitos, o laboratório trabalhará com materiais metálicos.