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Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo

Secretário de Ciência e Tecnologia fala sobre investimentos em pesquisa e desenvolvimento

Publicado em 25 novembro 2015

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, Márcio França, prestou contas das atividades de sua pasta, conforme determina a Constituição Estadual, aos membros da Comissão de Ciência, Tecnologia e Informação, presidida pelo deputado Orlando Bolçone (PSB). A reunião ocorreu nesta quarta-feira, 25/11. 

França, que é também vice-governador do Estado, destacou que o cenário de queda de arrecadação afeta os recursos destinados a ciência e tecnologia. Mesmo assim, segundo dados apresentados por ele, os investimentos paulistas em pesquisa e desenvolvimento representam 73% do total nacional. 

França afirmou ainda que se encontram em São Paulo 43% dos investimentos privados internacionais aportados no país. "O corpo técnico e tecnológico de que São Paulo dispõe é um atrativo para empresas e investimentos", avalia o secretário. 

França expôs aos parlamentares questões que estão em discussão no governo do Estado. Uma delas é a criação do cargo de cientista-chefe em cada secretaria estadual, para definir as necessidades da pasta na área de pesquisa aplicada, e, em seguida, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) poderia ser acionada para viabilizar essas linhas de pesquisa. 

Ele colocou ainda como temas para o debate parlamentar uma "ampliação drástica" no ensino à distância. "Com isso, a Univesp [Universidade Virtual do Estado de São Paulo] ganharia musculatura. Também falou sobre a aproximação do Estado com as universidades públicas, de maneira que o governo assuma despesas parciais com bolsas e alimentação dos alunos, tendo como contrapartida o incremento do ingresso de estudantes da rede pública nas instituições estaduais de ensino universitário. 

Em relação a essas propostas, Davi Zaia (PPS) observou que é hora de aprofundar esse debate. "Vamos colocar um desafio, para nós mesmos e para o governo, de cobrar das universidades que coloquem seu capital humano para pensar novas formas de fazer essa relação", disse Zaia. 

Carlos Neder (PT) informou ao secretário que já conta com assinaturas de 34 parlamentares o pedido de criação de uma frente parlamentar em defesa das universidades públicas que atuam no Estado de São Paulo. Ele também questionou França sobre a forma como o governo estadual pretende exercer o controle público das atividades da organização social Investe São Paulo, que atua junto ao governo do Estado. 

A reunião teve ainda intervenções do deputado Barros Munhoz (PSDB), que observou, em relação à aproximação entre pesquisa e aplicação, "a necessidade de rever o que desejamos dos institutos de pesquisa, que podem fazer mais do que vêm fazendo". 

Mauro Bragato (PSDB), por sua vez, avaliou que a Fapesp tem condições de ampliar vagas na iniciação científica e propôs que sejam debatidas questões como o auxílio permanência para alunos universitários e o teto salarial nessas instituições, que, em razão de ser menor do que o definido para as universidades federais, estaria provocando a evasão de talentos. 

Também participaram da reunião os deputados Cezinha de Madureira (DEM), Delegado Olim (PP) e Reinaldo Alguz (PV), que revelou sua preocupação com a necessidade de que o desenvolvimento chegue a todas as regiões do Estado.