Notícia

Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SP)

Secretário Arnaldo Jardim ressalta a importância de incentivar parcerias na pesquisa para o desenvolvimento da citricultura paulista

Publicado em 13 julho 2016

Por Paloma Minke

O secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, destacou a importância de incentivar parcerias para viabilizar a pesquisa em prol do desenvolvimento da citricultura paulista. “São Paulo pode não ser mais o centro da produção agrícola do País, mas não pode abrir mão de ser o Estado vanguardeiro na pesquisa e na inovação tecnológica", afirmou o titular da Pasta agrícola, durante a abertura do evento "O impacto da pesquisa apoiada pela Fapesp e Fundecitrus no controle da Clorose Variegada dos Citros (CVC) ou ‘Amarelinho’ na citricultura paulista”, realizado no dia 13 de julho, na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), na capital paulista.

“Temos uma citricultura muito desafiadora, com a mudança do perfil da produção, que se deslocou do centro em direção ao sudoeste do Estado e novas incidências de doenças, mas é extraordinário ressaltar que triplicamos a produtividade de laranja nos últimos anos. Portanto, é instigante ver o que já foi feito e, certamente, iniciativas como este evento contribuem para aumentar a produtividade e garantir renda para o Estado de São Paulo”, afirmou.

“A Fapesp tem mantido a sua coerência do ponto de vista de gestão e de ter um olhar de uma pesquisa cada vez mais voltada aos desafios do mundo contemporâneo paulista, brasileiro e principalmente, da produção”, finalizou Arnaldo Jardim.

Na opinião do presidente da Fundação, José Goldemberg, a iniciativa de debater os avanços obtidos com a pesquisa para o controle da CVC é o melhor exemplo do que a instituição busca fazer ao longo dos últimos anos, “ ao desenvolver e utilizar o conhecimento científico para eliminar os problemas que afetam a produtividade de alimentos.”

Para o presidente do Fundecitrus, Lourival Carmo Mônaco, que em sua trajetória atuou no segmento da pesquisa, agências de financiamento e, atualmente, é produtor, “a maior vantagem deste processo é a capacidade de unir pesquisadores, setor privado e o governo para utilizar com a maior eficácia o conhecimento eficiente gerado pela tecnologia, trazendo benefícios à sociedade como um todo. De nada adianta gerar eficiência se não for aplicada com eficácia”, disse.

De acordo com Mônaco, a primeira providência do Fundecitrus a respeito da incidência da Xylella Fastidiosa na agricultura paulista foi utilizar o aspecto mais indicado à época, que era a erradicação. “Com a evolução, chegamos a um estágio onde a nossa eficácia caiu, embora a eficiência técnica ainda fosse adequada. Agora, temos que mudar a legislação sobre a doença, mas precisamos contar com o conhecimento gerado por meio das pesquisas”, avaliou.

Para o presidente do Fundo, o projeto de pesquisa da Xylella trouxe uma grande oportunidade para buscar soluções para também resolver o greening. “Sem dúvida nenhuma, a solução convencional dos processos de seleção e manejo adotados no caso do greening precisam de variedades tolerantes e a transgenia, que está sendo feita tanto pela Fundação, como pela Secretaria, a Esalq e várias instituições, tem papel fundamental nesse processo”.

O evento contou ainda com as palestras “Os impactos das pesquisas no controle das principais doenças da citricultura”, apresentada pelo gerente do Fundecitrus, Antonio Juliano Ayres; “A pesquisa em citricultura apoiada pela Fapesp”, ministrada pelo diretor científico da instituição, Carlos Henrique de Brito Cruz; e o debate “Avanços no conhecimento sobre a CVC para seu controle: chave para a agricultura sustentável e competitiva”, que teve a participação dos professores Jesus Aparecido Ferro, da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), Silvio Aparecido Lopes, do Fundecitrus, e João Roberto Spotti Lopes e Bergamin Filho, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (Esalq/Usp).