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Correio Popular

Seade inicia novo levantamento em SP

Publicado em 11 agosto 2002

Por Renata Freitas - Do Correio Popular - rfreitas@cpopular.com.br
A Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) dará inicio a uma nova edição da Pesquisa da Atividade Econômica Paulista (Paep), com informações referentes ao ano de 2001. O último levantamento foi realizado em 1997 e retratou dados relativos ao ano de 1996. Este ano, serão visitadas aproximadamente 43 mil empresas, das quais cerca de seis mil na Região de Campinas. Nesta Paep, serão pesquisados setores da indústria, comércio, construção civil, serviços de informática e bancos, que já faziam parte da pesquisa anterior. A novidade é que será ampliada a participação do setor de serviços, com a inclusão de vários segmentos. Também serão verificados o número de unidades, a produção física, os recursos humanos nas empresas e seu relacionamento com as escolas técnicas, visando constatar as necessidades de treinamento na indústria e no setor de serviços. A pesquisa será importante para a atualização das informações sobre a estrutura econômica e a percepção das transformações que atingem a economia paulista, possibilitando análises e comparações. A Paep é vista como uma relevante fonte de informações sobre a atividade econômica no Estado. O trabalho está sendo realizado com recursos do Seade, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), da Secretaria de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo e dos Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, através da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Para realizar o levantamento, o Seade implantou 21 escritórios no Estado, dos quais três estarão localizados na Região de Campinas. Uma equipe formada por 86 técnicos, 1.092 pesquisadores de campo e outros 72 funcionários administrativo financeiros irão trabalhar nesta Paep. TENDÊNCIA A pesquisa de 1997 constatou que as principais divisões da indústria paulista, que somavam 55% do valor adicionado e 42% do pessoal ocupado eram produtos químicos; alimentos e bebidas; automobilística (inclusive autopeças); máquinas e equipamentos; edição, impressão e gravações. O levantamento também apontou a tendência de interiorização do desenvolvimento, num raio de aproximadamente 150 quilômetros a partir da Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), abrangendo as Regiões Administrativas de Campinas, São José dos Campos, Santos e Sorocaba. Em conjunto com a RMSP, essas regiões representavam 82 % das unidades industriais, 85% do pessoal ocupado e 90% do valor adicionado. No comércio, o setor varejista respondia por 72% do pessoal ocupado, o atacadista por 15% e o automotivo por 11%. Os cinco maiores bancos atuantes no Estado detinham 77,1 % dos correntistas paulistas e 69% das agências e postos de atendimento bancário. E o município de São Paulo concentrava 40,8% da receita gerada pelo setor de Informática no Estado.