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Blog do Dhiego Alves

Saúde: Cientistas Brasileiros Descobrem poder Obscuro e Cicatrizante do abacaxi.

Publicado em 02 julho 2018

Um grupo de investigadores das universidades brasileiras de Sorocaba (Uniso) e Unicamp, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), terá feito a descoberta surpreendente de acordo com a BBC News.

Os cientistas produziram um composto na forma de gel ou emplastro que tem como base a proteína do abacaxi, chamada de bromelina, e a celulose bacteriana - dois elementos que já estavam a algum tempo a ser estudados para aplicações nas áreas médica, farmacêutica e cosmética.

A bromelina, nomeadamente, tem a capacidade de quebrar moléculas de outras proteínas - o chamado desbridamento celular - e, por isso, é usada até para amaciar carne.

"Essa mesma característica faz com que remova as células mortas na ferida, limpando-a e acelerando a sua cicatrização", explica Janaína Artem Ataide, da Unicamp, autora principal do artigo publicado no periódico Scientific Reports.

A celulose é o biopolímero mais abundante da natureza, produzido principalmente por plantas. Mas também existem alguns microrganismos, como a bactéria Gluconacetobacter xylinus, capazes de a sintetizar.

"Essa bactéria é uma biofábrica", explica a investigadora Angela Faustino Jozala, do Laboratório de Microbiologia Industrial e Processos Fermentativos da Uniso. "Produz a celulose como se tricotasse polímeros de glicose (açúcar). Como o produto é tecido em nanoestruturas (um nanómetro equivale a um milionésimo de milímetro ou um bilionésimo de metro) o que chamamos de nanocelulose. Sendo biocompatível".

Por isso já começou a ser utilizada em diversas intervenções e aplicações médicas, como, por exemplo, em enxertos e em substitutos temporários de pele ou curativos no tratamento de lesões.

O novo curativo já passou pela primeira fase de desenvolvimento para a produção de um medicamento. Realizado em laboratório, de modo a verificar se tem o efeito desejado e não é tóxico.

Os investigadores pretendem agora prosseguir a investigação através da realização de testes com animais.

 

 

 

 

 

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