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Satélites podem ajudar a estimar o conteúdo de carbono em sistemas aquáticos

Publicado em 03 março 2017

Pesquisadores dos Departamentos de Cartografia e de Matemática e Ciência da Computação da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Presidente Prudente, demonstraram que satélites de observação da Terra podem ajudar a estimar o conteúdo de carbono nas águas interiores (como lagos, rios e reservatórios). E, dessa forma, contribuir para aumentar a compreensão do ciclo de carbono – as etapas que o elemento químico percorre – em ambientes aquáticos.

Os resultados da pesquisa, realizada com apoio da FAPESP e coordenada pelo professor Enner Herênio de Alcântara, foram publicados em um artigo na revista Remote Sensing Letters e apresentados no congresso da American Geophysical Union (AGU), realizado em dezembro na Califórnia, nos Estados Unidos.

O estudo foi destacado pela Nasa, a agência espacial norte-americana.

Os pesquisadores utilizaram o satélite Landsat-8 – o oitavo da série de satélites do Programa Landsat, da Nasa, e o sétimo a alcançar com sucesso a órbita terrestre – para mapear a distribuição do coeficiente de absorção da matéria orgânica dissolvida colorida no reservatório de Barra Bonita, no interior de São Paulo.

“Foi a primeira vez que foram utilizadas imagens do sensor OLI do Landsat-8 para mapear o coeficiente de absorção da matéria orgânica dissolvida colorida em águas interiores no Brasil”, disse Alcântara à Agência FAPESP.

Também conhecida como substância amarela, a matéria orgânica dissolvida colorida é um componente fotoativo da matéria orgânica dissolvida que absorve fortemente a luz ultravioleta e a visível e tem uma função importante no ciclo do carbono. Além disso, pode ser utilizada para estimar o carbono orgânico dissolvido em sistemas aquáticos.

Agência FApesp