Notícia

A Tribuna Piracicabana online

Saquinho I

Publicado em 10 fevereiro 2009

Após o Governo do Estado de São Paulo ter vetado, há um ano e meio, projeto de lei da Assembléia Legislativa, que pretendia obrigar todo comerciante a usar sacolas plásticas erroneamente chamadas de ecológicas, novas discussões e pesquisas recentes, no Brasil e no exterior, vêm confirmar o acerto da posição defendida pela Secretaria do Meio Ambiente. Exemplo disso é um estudo dirigido pelo engenheiro de materiais e pesquisador da Universidade de São Paulo - USP e da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Guilhermino José Macêdo Fechine, com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), e divulgado no final de 2008 e início de 2009.

As pesquisas conduzidas por Fechine, que é especialista em biodegradação de polímeros, mais uma vez comprovam que o chamado plástico oxibiodegradável na realidade não é biodegradável, mas apenas acelera a fragmentação dos polímeros, que compõem os plásticos. Conforme explica o engenheiro Casemiro Tércio Carvalho, Coordenador de Planejamento Ambiental da Secretaria Estadual do Meio Ambiente - SMA, a tecnologia dos oxibiodegradáveis, com uso de aditivos químicos, acelera o esfarelamento do plástico em pequenas partículas, até desaparecer a olho nu. Não obstante, o mesmo continua presente na natureza. Essas sacolas dissimulam o problema, varrendo a sujeira para debaixo do tapete.