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São Paulo registra novo recorde anual de vacinação contra brucelose, com 95,71% das fêmeas bovídeas vacinadas em 2020

Publicado em 13 janeiro 2021

Por Erick Henrique

Instituto Biológico, da Secretaria de Agricultura, aumentou em 20% sua produção de antígenos para diagnóstico de brucelose e tuberculose em animais

São Paulo registra novo recorde anual de vacinação contra brucelose, com 95,71% das fêmeas bovídeas vacinadas em 2020

O estado de São Paulo registrou novo recorde anual de cobertura vacinal com 95,71% das fêmeas bovídeas (bovinas e bubalinas), com idade entre 3 a 8 meses, vacinadas contra a brucelose, superando o índice do ano anterior que foi de 95,27%. Os dados são do sistema informatizado Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento vinculado à Coordenadoria de Defesa Agropecuária. Outra notícia importante é que mesmo na pandemia, o Instituto Biológico (IB-APTA), também da Secretaria, aumentou em 20% sua produção de imunobiológicos, antígenos usados para diagnóstico de brucelose e tuberculose em animais.

A vacinação contra a brucelose é obrigatória no Estado desde 2002 e é feita uma única vez na vida das fêmeas bovinas ou bubalinas, com idade entre 3 a 8 meses. A declaração junto ao sistema deve ser feita a cada semestre.

O índice de vacinação do segundo semestre de 2020, que inclui as fêmeas bovídeas vacinadas entre o mês de junho e novembro foi de 94,29%. Das 391.955 fêmeas bovinas com registro no sistema, 369.564 foram vacinadas e 22.391 bezerras deixaram de serem vacinadas. Os animais aptos a serem vacinados estavam distribuídos em 42.286 propriedades e destas, 38.152 (90,22%) declararam a vacinação.

“Mesmo diante da pandemia os índices de vacinação foram mantidos no Estado, pois os produtores rurais não deixaram de se preocupar com a sua criação e com as obrigatoriedades de proteção às doenças, principalmente com a brucelose, que é uma zoonose”, diz o médico-veterinário da Secretaria, Klaus Saldanha Hellwig, que junto à Defesa Agropecuária responde pelo Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e da Tuberculose (PECEBT).

Sobre as 22.391 bezerras que deixaram de receber a vacina até os 8 meses de idade, o veterinário explica que os proprietários precisam regularizar a situação junto ao serviço oficial de defesa agropecuária para poder movimentar normalmente seus animais. “O proprietário deve procurar um médico-veterinário de sua confiança para vacinar as fêmeas com mais de 8 meses de idade com a vacina RB-51 e fornecer o atestado de vacinação que deverá ser apresentando em uma unidade da Coordenadoria de Defesa Agropecuária”, diz Hellwig.

Por ser uma vacina viva, que pode infectar o manipulador a vacinação deve ser feita por um profissional médico-veterinário. A relação dos profissionais cadastrados para realizar a vacinação em diversos municípios do Estado de São Paulo está disponível no site da Coordenadoria em https://www.defesa.agricultura.sp.gov.br/credenciados/

IB aumenta em 20% produção de imunobiológicos

Mesmo em um momento difícil, de isolamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus, o Instituto Biológico continuou aumentando a produção e disponibilizando insumos estratégicos para o setor de produção dos agronegócios.

É o caso da produção de imunobiológicos, antígenos utilizados para diagnóstico de brucelose e tuberculose em animais. Em 2020, o Instituto Biológico produziu 5.484.430 doses de imunobiológicos, um aumento de 20% em relação a produção de 2019. O IB é a única instituição brasileira autorizada a produzir este insumo no Brasil.

“O recorde na vacinação de brucelose e no uso de antígenos para o diagnóstico de doenças importantes mostra que o produtor e o setor estão atentos e que não se descuidaram durante a pandemia”, afirma o médico-veterinário do IB, Ricardo Spacagna Jordão.

Ele explica que a diferença entre os imunobiológicos usados para diagnósticos e a vacina está em que para diagnóstico é usado um produto com bactéria morta e a vacina, no caso da brucelose, com bactéria viva.

O IB também trabalha para disponibilizar os frascos de imunobiológicos para diagnóstico da brucelose com prazo de validade maior, de 18 meses, seis meses a mais do que é encontrado hoje no mercado. “Com isso, atenderemos uma demanda importante para o setor de produção, que há bastante tempo nos pede um prazo maior de validade e frascos com menos doses para evitar desperdício”, explica. Em 2020, o IB disponibilizou os antígenos para diagnóstico de tuberculose com o dobro do prazo de validade usado até então.

O aumento na produção dos produtos e as melhorias da qualidade foram possíveis graças a investimentos no Laboratório de Imunobiológico do Instituto, localizado em São Paulo, Capital. “Nos últimos anos, tivemos grandes investimentos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) no Laboratório, o que permitiu melhorarmos o processo e disponibilizarmos melhores produtos para o setor”, diz Jordão.

Dados regionais de vacinação de brucelose em São Paulo

Na relação abaixo estão o quantitativo de fêmeas bovídeas com idade entre 3 a 8 meses existentes no segundo semestre de 2020; o número de animais vacinados; e o índice de imunização em cada regional de Defesa Agropecuária (EDA).

EDA de Andradina — 15.937 — 15.920 — 99,89 %

EDA de Araçatuba — 13.067 — 12.966 — 99,23 %

EDA de Araraquara — 5.172 — 4.917 — 95,07 %

EDA de Assis — 7.577 — 7.401 — 97,68 %

EDA de Avaré — 9.094 — 8.572 — 94,26 %

EDA de Barretos — 3.642 — 3.212 — 88,19 %

EDA de Bauru — 12.475 — 11.607 — 93,04 %

EDA de Botucatu — 11.092 — 9.953 — 89,73 %

EDA de Bragança Paulista — 9.118 — 7.341 — 80,51 %

EDA de Campinas — 5.178 — 4.194 — 81,00 %

EDA de Catanduva — 2.899 — 2.831 — 97,65 %

EDA de Dracena — 15.095 — 14.925 — 98,87 %

EDA de Fernandópolis — 8.269 — 8.259 — 99,88 %

EDA de Franca — 6.748 — 4.960 — 73,50 %

EDA de General Salgado — 14.945 — 14.649 — 98,02 %

EDA de Guaratinguetá — 14.117 — 14.108 — 99,94 %

EDA de Itapetininga — 11.623 — 10.569 — 90,93%

EDA de Itapeva — 8.634 — 6.964 — 80,66 %

EDA de Jaboticabal — 2.468 — 2.068 — 83,79 %

EDA de Jales — 15.525 — 15.459 — 99,57 %

EDA de Jaú — 4.023 — 3.849 — 95,67 %

EDA de Limeira — 5.162 — 5.062 — 98,06 %

EDA de Lins — 14.123 — 13.682 — 96,88 %

EDA de Marília — 15.875 — 15.784 — 99,43 %

EDA de Mogi das Cruzes – 984 – 792 — 80,49 %

EDA de Mogi-Mirim — 3.505 — 3.085 — 88,02 %

EDA de Orlândia — 2.466 — 1.950 — 79,08 %

EDA de Ourinhos — 10.539 — 10.380 — 98,49 %

EDA de Pindamonhangaba — 16.390 — 15.376 — 93,81 %

EDA de Piracicaba — 6.450 — 6.008 — 93,15 %

EDA de Presidente Prudente — 27.954 — 25.861 — 92,51 %

EDA de Presidente Venceslau — 30.249 — 28.982 — 95,81 %

EDA de Registro — 4.911 — 4.585 — 93,36 %

EDA de Ribeirão Preto — 3.850 — 3.450 — 89,61 %

EDA de São João da Boa Vista — 11.811 — 11.653 — 98,66 %

EDA de São José do Rio Preto — 13.112 — 11.681 — 89,09 %

EDA de São Paulo – 191 – 165 — 86,39 %

EDA de Sorocaba — 6.505 — 5.542 — 85,20 %

EDA de Tupã — 13.148 — 12.772 — 97,14 %

EDA de Votuporanga — 8.032 — 8.030 — 99,98 %

TOTAL DO ESTADO — 391.955 — 369.564 — 94,29 %

Brucelose - É uma zoonose (doença que acomete os animais e o homem) infecto-contagiosa causada pela bactéria Brucella abortus. Nos bovinos pode causar aborto; nascimento de bezerros fracos; retenção de placenta; repetição de cio e descargas uterinas com grande eliminação da bactéria, além de inflamação nos testículos.

Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

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