Notícia

A Tribuna (Santos, SP)

São Paulo ganhará 20 navios de pesquisa

Publicado em 23 maio 2013

A comunidade científica do Estado ganhará, nas próximas semanas, uma segunda nova embarcação para pesquisas oceanográficas. Trata-se do barco Alpha Delphíni, que deverá iniciar, em duas semanas, sua primeira expedição científica.

Primeiro barco oceanográfico inteiramente construído no Brasil, o Alpha Delphini integra um projeto submetido à Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (Fapesp), pelo Instituto Oceanográfico (IO), da Universidade de São Paulo (USP). Foi construído para aumentar a capacidade de pesquisa em oceanografia no Estado.

O projeto também incluiu a aquisição do navio oceanográfico Alpha Crucis, inaugurado em maio de 2012.

“As duas embarcações se complementam perfeitamente em termos de possibilidades de pesquisas oceanográficas e foram concebidas para atuar dessa forma”, disse Michel Michaelovitch de Mahiques, diretor do IO- USP. “O Alpha Delphíni tem autonomia e capacidade de pesquisa intermediária entre as pequenas embarcações e os navios oceanográficos disponíveis para pesquisa no Estado e completa uma necessidade que tínhamos de contar com uma embarcação que cobrisse o que chamamos de plataforma continental – uma área que começa na linha da costa e atinge até 200 metros de profundidade”, explicou.

De acordo com Mahiques, o custo total do barco foi de R$ 5,5 milhões. A Fapesp destinou R$ 4 milhões para a construção da embarcação e o restante – motores e equipamentos científicos – foi financiado com recursos do IO-USP.

O barco tem 26 metros de comprimento e capacidade de transportar dez pesquisadores, além da tripulação. Ele foi construído no estaleiro Inace, no Ceará. A autonomia de navegação é de 10 a 15 dias.

A primeira expedição científica do Alpha Delphini está marcada para o início do próximo mês no litoral de Pernambuco. O objetivo é avaliar o papel das regiões oceânica e costeira de Pernambuco como absorvedoras ou liberadoras de carbono e identificar quais zonas atuam de uma forma ou de outra.

Ao concluir a expedição, o Delphini seguirá para Santos, onde ficará ancorado no Armazém 8 do Porto de Santos. A ideia dos pesquisadores é de que, quando o barco não estiver em fase de pesquisas, ele permaneça aberto para visitação pública no Porto.

(Agência Fapesp)