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São Paulo ganha programa de incentivo à inovação tecnológica

Publicado em 27 agosto 2012

O governador Geraldo Alckmin lançou na última sexta-feira, 24 de agosto, o programa São Paulo Inova, para apoiar empresas paulistas de base tecnológica e de perfil inovador em estágio inicial. O programa conta com três linhas de financiamento operadas pela Desenvolve SP, duas delas com juros subsidiados pelo Fundo Estadual de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcet), e um termo de cooperação para a constituição de um Fundo de Investimento para empresas de inovação tecnológica.

"Esse programa vai promover a competitividade das empresas paulistas e incentivar a inovação nas áreas de TI, ciências da vida, na área de pesquisas e agrociências, fotônica, entre outras. Isso se traduz em emprego, renda e qualidade de vida para a população. São Paulo precisa estar sempre na vanguarda do desenvolvimento", diz Geraldo Alckmin.

As três linhas de financiamento atenderão empresas baseadas no Estado de São Paulo que tenham perfil inovador e com foco naquelas instaladas em incubadoras e nos parques tecnológicos. O enquadramento da operação em determinada linha será realizado com base no projeto apresentado, no valor a ser financiado e na faixa de faturamento da empresa.

"São Paulo é o Estado com a maior produção científica do País e precisávamos de um instrumento que facilitasse a vida daquele pequeno empresário inovador ou daquele pesquisador que tem um bom projeto e precisa colocar seu produto em produção. O São Paulo Inova será um marco na história do desenvolvimento da inovação tecnológica no Estado", diz Milton Luiz de Melo Santos, presidente da Desenvolve SP.

As linhas "Funcet" e "Incentivo à Inovação" terão juros subsidiados pelo Governo do Estado, podendo chegar a zero. A primeira estará disponível para startups, micro e pequenas empresas com projetos de inovação, como a criação de um novo produto. Já a linha "Incentivo à Inovação" financiará projetos de pequenas e médias empresas e o empresário pagará apenas a atualização do IPC-FIPE, desde que esteja adimplente. Nas duas linhas, o empresário contará com recursos do Funcet, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, responsável por subsidiar os juros.

A terceira opção de financiamento é a linha "Incentivo à Tecnologia". Ela poderá financiar empresas com faturamento anual de até R$ 300 milhões com projetos que incorporem ganhos tecnológicos e/ou processos inovadores à empresa. Nesta linha, as empresas com faturamento anual até R$ 3,6 milhões poderão contratar o Fundo de Aval (FDA) do Governo do Estado ou o FAMPE, do Sebrae, para complementar à exigência das garantias da operação.

De acordo com secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, em exercício, Luiz Carlos Quadrelli, as novas linhas de financiamento contribuirão ainda mais para a inovação tecnológica do Estado de São Paulo. "Os micro e pequenos empresários terão a oportunidade de investirem capital em inovadores projetos, qualificando os seus produtos e os tornando mais competitivos no mercado", acrescenta.

Fundo de Investimento "Inovação Paulista"

O Governo do Estado, em parceria com outros potenciais investidores, promoverá a constituição do Fundo "Inovação Paulista", por meio de gestor a ser selecionado por processo público coordenado pela FINEP. O objetivo do Fundo é fomentar as empresas de perfil inovador com potencial para geração de novos produtos, agregando valor e beneficiando a economia e a população paulista.

Os investimentos do Fundo irão principalmente para empresas com faturamento anual de até R$ 3,6 milhões, inclusive as em estágio inicial de operação (startups), podendo atender também empresas com faturamento de até R$ 18 milhões. Os projetos serão avaliados pelo gestor do Fundo e aprovado pelo comitê formado pelos investidores. Entre as ciências que serão contempladas, preferencialmente, estão a nanotecnologia, fotônica, ciências da vida e TI.

O Fundo contará com patrimônio de R$ 100 milhões, sendo até R$ 25 milhões da Desenvolve SP, e terá participação do Sebrae-SP, da Fapesp, do FINEP e eventuais investidores.

Escrito por Redação