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São Paulo ganha estação de sistema de navegação via satélite

Publicado em 26 junho 2013

SÃO PAULO - A comunidade científica paulista usuária de Sistemas Globais de Navegação por Satélite (GNSS) passou a dispor de melhor infraestrutura para utilização dessa tecnologia para fins de pesquisa em áreas como a geodésia, cartografia, modelagem da ionosfera e também da troposfera.

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Presidente Prudente, em parceria com colegas da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq), da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) e do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), implantaram a primeira rede de estações GNSS ativa do Estado de São Paulo.

Batizada de GNSS-SP, a rede foi construída no âmbito de um projeto temático, realizado com apoio da Fapesp.

"Agora dispomos de uma rede de receptores GNSS em São Paulo, funcionando em tempo real, criada para fins de pesquisa, mas que também deve contribuir para melhorar a aplicação de sistemas de navegação por satélite em setores como o de agricultura de precisão, posicionamento terrestre, aéreo e previsão de tempo", disse João Francisco Galera Monico, professor da Unesp de Presidente Prudente e coordenador do projeto, à Agência Fapesp.

De acordo com Monico, a rede GNSS-SP conta atualmente com 20 estações ativas, espalhadas por diferentes municípios paulistas.

Em cada uma dessas estações há um receptor GNSS conectado com a internet, que rastreia um conjunto de satélites GNSS em operação, como o GPS, dos Estados Unidos, e Glonass, da Rússia, e captam em tempo real os sinais eletromagnéticos que enviam para a Terra.

Os sinais dos satélites recebidos pelos receptores são remetidos para um centro de processamento e armazenamento de dados, localizado no campus da Unesp em Presidente Prudente, e disponibilizados em uma plataforma on-line para usuários cadastrados para utilização em pesquisa.

Dados de algumas estações também são enviados para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que os disponibiliza para o público em geral por meio da Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo (RBMC). Os dados de satélites fornecidos pelas estações GNSS poderão ser usados da estação.

Agências