A Prefeitura de São Paulo expande a campanha de vacinação contra a dengue, incluindo todos os profissionais da saúde da rede pública e privada. Adolescentes de 10 a 14 anos também continuam sendo vacinados com a QDenga.
A Prefeitura de São Paulo anuncia uma expansão significativa na campanha de vacinação contra a dengue, uma medida crucial para proteger a saúde pública e mitigar os impactos da doença na população.
A partir do próximo sábado, dia 4, todos os profissionais da saúde que atuam na cidade, tanto na rede pública quanto na privada, serão elegíveis para receber a vacina. Essa ampliação representa um avanço importante na estratégia de imunização, que inicialmente se concentrava nos trabalhadores da Atenção Primária à Saúde, grupo que já vinha sendo vacinado desde o mês de fevereiro.
A vacina utilizada para os profissionais de saúde é a Butantan-DV™, uma formulação desenvolvida pelo renomado Instituto Butantan, administrada em uma única dose. Para garantir a organização e a eficácia da campanha, é fundamental que os profissionais apresentem documentos que comprovem seu vínculo com a área da saúde no momento da vacinação.
Esta iniciativa demonstra o compromisso da administração municipal em proteger aqueles que estão na linha de frente do combate à dengue, um grupo particularmente vulnerável à infecção devido à sua exposição constante em ambientes de atendimento e cuidado. A expansão da vacinação é uma resposta direta ao aumento do número de casos de dengue em São Paulo e em outras regiões do país, e visa reduzir a incidência de casos graves e, consequentemente, o número de óbitos causados pela doença.
A estratégia de vacinação para os profissionais de saúde foi cuidadosamente planejada e implementada em fases, começando pelos agentes comunitários, agentes de combate às endemias e equipes de campo, que desempenham um papel fundamental na prevenção e no controle da dengue. Em seguida, a campanha foi estendida aos profissionais das equipes de saúde da família e vigilância ambiental, que atuam diretamente no diagnóstico e no tratamento da doença.
Posteriormente, todos os trabalhadores da Atenção Primária, incluindo os profissionais administrativos e de apoio, foram incluídos na campanha. Agora, com a inclusão de todos os profissionais da saúde, a campanha atinge sua fase final, abrangendo um público ainda maior e fortalecendo a proteção contra a dengue em toda a cidade. É importante ressaltar que existem algumas regras e orientações específicas para a vacinação contra a dengue.
Pessoas que já contraíram a doença devem aguardar um período de seis meses antes de receber a dose da vacina Butantan-DV™. Essa recomendação se baseia em estudos que indicam que a imunidade adquirida após a infecção natural pode interferir na resposta à vacina, tornando-a menos eficaz se administrada em um período muito curto após a doença.
Além disso, a vacina Butantan-DV™ não deve ser administrada em conjunto com outras vacinas. É necessário respeitar um intervalo mínimo de 24 horas entre a aplicação da vacina contra a dengue e a aplicação de vacinas inativadas, como a vacina contra a gripe ou a vacina contra o tétano. Para vacinas atenuadas, como a vacina contra a febre amarela ou a vacina contra o sarampo, caxumba e rubéola, o intervalo mínimo recomendado é de 30 dias.
Essas precauções são essenciais para garantir a segurança e a eficácia da vacinação, evitando possíveis interações medicamentosas ou reações adversas. Além da vacinação dos profissionais de saúde, a Prefeitura de São Paulo também está promovendo a vacinação contra a dengue em adolescentes de 10 a 14 anos. Nesse caso, o imunizante utilizado é o QDenga, uma vacina diferente da Butantan-DV™, que requer a aplicação de duas doses para garantir a proteção completa.
A campanha para adolescentes teve início em abril de 2024 e já alcançou um número significativo de aplicações em toda a cidade, contribuindo para a redução do risco de infecção nesse grupo etário. A vacinação de adolescentes é uma estratégia importante para controlar a disseminação da dengue, uma vez que essa faixa etária pode ser particularmente suscetível à doença e pode atuar como vetor de transmissão.
Assim como na vacinação de adultos, existem orientações específicas para a vacinação de adolescentes contra a dengue. Adolescentes que já tiveram dengue também devem aguardar um período de seis meses antes de iniciar o esquema vacinal. Caso a infecção ocorra entre a primeira e a segunda dose da vacina QDenga, não é necessário reiniciar o esquema, desde que se respeite um intervalo mínimo de 30 dias após o início da doença para a aplicação da segunda dose.
Essa flexibilidade no esquema vacinal visa evitar a exposição desnecessária dos adolescentes à vacina durante o período de recuperação da doença. Uma diferença importante entre a vacina utilizada em adultos (Butantan-DV™) e a vacina utilizada em adolescentes (QDenga) é que o imunizante destinado aos adolescentes pode ser administrado em conjunto com outras vacinas do calendário nacional de vacinação.
No entanto, caso a vacina QDenga não seja aplicada simultaneamente com vacinas de vírus atenuados, recomenda-se um intervalo mínimo de quatro semanas. A vacinação contra a dengue está amplamente disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de São Paulo, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h.
Além disso, a vacinação também pode ser encontrada nas AMAs/UBSs Integradas, que funcionam no mesmo horário, inclusive aos sábados e feriados, ampliando o acesso da população elegível à vacinação. A disponibilidade da vacinação em horários e locais variados facilita a adesão da população à campanha e contribui para o aumento da cobertura vacinal, protegendo um número cada vez maior de pessoas contra a dengue.
A Prefeitura de São Paulo reforça a importância da vacinação como uma das principais medidas de prevenção contra a dengue, juntamente com a eliminação de focos de água parada e a adoção de medidas de proteção individual, como o uso de repelentes