A vacinação contra a dengue foi ampliada no estado de São Paulo e passa a incluir, a partir de segunda-feira (04/05/2026), trabalhadores da saúde de redes públicas e privadas, além da população geral com até 59 anos.
A medida, anunciada pela Secretaria de Estado da Saúde, também mantém a aplicação para profissionais da Atenção Primária da rede municipal. A imunização será feita nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com um público estimado de 1,8 milhão de pessoas em todo o estado.
Desenvolvida pelo Instituto Butantan, a vacina Butantan-DV é a primeira do mundo em dose única e protege contra os quatro sorotipos do vírus da dengue. Desde o início da campanha, em fevereiro, já foram aplicadas 129.563 doses. O estado recebeu 292.215 unidades por meio do Programa Nacional de Imunizações, e os municípios têm autonomia para definir suas estratégias.
Até 30 de abril, São Paulo registrou 33.877 casos da doença e 13 mortes em 2026. No ano passado, foram 885.511 casos e 1.133 óbitos, o que reforça a necessidade de ampliar a cobertura vacinal.
Segundo dados apresentados à Anvisa, a vacina tem eficácia geral de 74,7% entre pessoas de 12 a 59 anos, chegando a 91,6% na prevenção de casos graves. O imunizante foi testado em mais de 16 mil voluntários em diferentes estados brasileiros e se mostrou seguro, com reações leves a moderadas na maioria dos casos.
A Secretaria de Saúde orienta que, neste momento, a vacina contra a dengue não seja aplicada junto com outros imunizantes. Vacinas inativadas podem ser administradas após 24 horas, enquanto as atenuadas exigem intervalo mínimo de 30 dias.
Entre os principais sintomas da dengue estão febre alta, dor no corpo, dor atrás dos olhos, mal-estar, manchas vermelhas na pele e, em casos mais graves, hemorragia e dor abdominal.
Para ampliar ainda mais o público, o Instituto Butantan iniciou estudos com voluntários de 60 a 79 anos, em centros de pesquisa no Sul do país.
A população pode acessar informações e tirar dúvidas pelo portal “Dengue 100 Dúvidas”, criado pelo governo estadual para orientar e combater desinformação sobre a doença.