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Folha da Região (Araçatuba, SP) online

'São Paulo, 463 anos' é um dos temas do jornalista Wilson Marini

Publicado em 25 janeiro 2017

Por Wilson Marini

Nesta quarta-feira (25), a capital paulista, maior cidade brasileira, comemora 463 anos de fundação. Os números da metrópole surpreendem até mesmo quem vive nela e se acha familiarizado com o seu gigantismo. Segundo o IBGE, 12 milhões de pessoas residem em seu espaço de 1.521 quilômetros quadrados. É uma das cidades mais globalizadas do planeta. Seu PIB representa 11,5% da riqueza brasileira. A população representa 27% do Estado e 6% do país. A prefeitura programou eventos dentro de bibliotecas, teatros, mercados e centros culturais. Apenas o Parque do Carmo, na zona leste, e a Chácara do Jockey, na zona oeste, vão oferecer programação ao ar livre, com shows.

Idosos são tendência
As áreas centrais e consideradas de maior poder aquisitivo estão envelhecendo. A idade média da população paulistana passará dos atuais 35 anos para 39 anos em 2030. As áreas “mais jovens” da capital estão situadas hoje em bairros de periferia, como o Jardim Ângela e Parelheiros. Cerca de 20% da população da cidade ainda é formada por jovens, mas em uma década esse percentual vai diminuir devido à maior participação da faixa da população com mais de 60 anos. 

SUS ressarcido
Projeto em tramitação no Senado Federal prevê que motorista que provocar acidentes e estiver sob a influência de álcool ou outra substância psicoativa poderá ter que ressarcir as despesas do Sistema Único de Saúde (SUS). Os custos abrangem o tratamento das vítimas e do próprio condutor. 

Inovação
A BR3, startup de biotecnologia, anunciou que investirá R$ 20 milhões na instalação de sua sede e fábrica em Taubaté, empregando cerca de 200 pessoas. O objetivo principal é aumentar a produção do DengueTech, inseticida biológico que, quando colocado na água, inibe por 60 dias a procriação dos mosquitos vetores do vírus da dengue, zika e chikungunya, o Aedes aegypti.

Cerveja boa
O Brasil vive uma febre de microcervejarias, com cerca de 420 estabelecimentos do tipo, de acordo com a revista Pesquisa, da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). O País só fica atrás da China e dos EUA como produtor de cerveja, com 13,8 bilhões de litros fabricados por ano. Com isso, o mercado robusto demanda iniciativas com o objetivo de melhorar a qualidade da bebida e reduzir os custos de produção. Universidades, cervejarias, institutos de pesquisa e agricultores desenvolveram uma série de inovações relacionadas tanto à fabricação quanto ao cultivo da cevada, lúpulo e levedura, os principais ingredientes da cerveja, além da água. Mais de 90% da cevada plantada no país é fruto do programa de melhoramento genético liderado pela Embrapa. Já foram lançados no mercado 30 novos cultivares de cevada cervejeira adaptados às condições de clima e solo brasileiros. O lúpulo e as leveduras são igualmente alvo de pesquisa, com bons resultados, de acordo com a publicação.

Máquinas agrícolas
A partir de 2017, as máquinas agrícolas tratores e colheitadeiras, comercializadas no Brasil passam a sair da fábrica com motores menos poluentes. A medida é parte do Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve). Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a redução da emissão de poluentes atmosféricos é bastante significativa, podendo chegar a 85% de queda na emissão de particulados e até 75% na emissão de óxidos de nitrogênio.

O desafio do assoreamento
A falta de monitoramento efetivo e periódico do assoreamento nas bacias que compõem os reservatórios paulistas é um desafio a ser vencido. É preciso conter os sedimentos que podem comprometer o volume hidrológico dos reservatórios, assim como o abastecimento humano e a produção de energia. Baseada nessa premissa, projeto de lei aprovado na Assembleia Legislativa do Estado propõe que empresas e órgãos públicos que operam os reservatórios paulistas sejam obrigados a realizar, de forma sistemática, estudos para medição da profundidade dos componentes dos reservatórios e monitoramento dos processos de assoreamento. Depende agora de sanção do governador Geraldo Alckmin.

Religião nos hospitais
Em dezembro, o plenário da Assembleia Legislativa aprovou projeto de lei de autoria da deputada Clélia Gomes (PHS), que autoriza a prestação de auxílio e amparo religioso a pessoas enfermas, de qualquer crença, internadas em hospitais da rede pública ou particular, bem como a entrada e permanência de autoridades religiosas a estabelecimentos em que se encontrem pessoas enfermas ou com restrição de liberdade. 

E mais
- João Cury Neto, ex-prefeito de Botucatu, é o novo presidente da Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), vinculada à Secretaria de Estado da Educação. 
- Fernando Fiori de Godoy, vice-prefeito de Holambra, é o novo presidente da Associação das Prefeituras das Cidades Estância do Estado de São Paulo.
- Foi aprovado pela Assembleia Legislativa projeto de lei que autoriza o Executivo a criar o Centro de Referência de Diagnóstico e Tratamento de Pessoas com Síndrome Fibromiálgica.