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Governo do Estado do Maranhão

São Luís sediará em junho reunião da Fapema

Publicado em 05 maio 2006

Por dois dias, São Luís será a capital nacional das agências de fomento à pesquisa. Isso porque nos dias 22 e 23 de junho a cidade recebe o encontro do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap).
A notícia foi divulgada na última reunião do conselho que ocorreu na semana passada, em Belo Horizonte.A assessora de planejamento estratégico da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), Kátia Garcia esteve presente no evento, representando o presidente Sofiane Labidi.
Ela conta que trazer um dos encontros da Confap a São Luís é uma reivindicação antiga da Fapema, que tem marcado presença em todas as reuniões realizadas desde o ano passado. "Ficamos muito felizes quando nossa solicitação foi atendida desta vez", destacou.
O presidente Sofiane Labidi vê o encontro em São Luis como uma excelente chance para articular parcerias entre as fundações de amparo à pesquisa dos estados. "As FAPs dos Estados mais ricos, como a FAPESP, de São Paulo, contam com gestores muito receptivos a parcerias que beneficiem Estados mais pobres como o Maranhão", destaca.
"Além disso", afirmou Sofiani, "este encontro será uma oportunidade de divulgar a pesquisa maranhense, os avanços realizados por nosso Estado nos últimos anos, e também unir esforços para defender a pesquisa e o investimento em CT&I no país".
Encontro em Belo Horizonte - Buscar uma atuação mais integrada, de forma a conseguir avanços significativos na área de Ciência e Tecnologia, foi o objetivo da reunião do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (Confap) e do Conselho Nacional de Secretários Estaduais para Assuntos de CY&I (Consecti).
O secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, Paulo Kleber Duarte Pereira, destacou a importância da evento no sentido de propor e implementar ações integradas junto ao governo federal. "Um exemplo concreto é o Programa de Apoio à Pesquisa em Empresas (Pappe), que surgiu de uma proposta oriunda da reunião dos conselhos. Essa proposta foi apresentada à Finep e implementada nos estados, com resultados muito positivos", afirmou.
Segundo o presidente do Consecti, Rafael Lucchesi, apesar das diferenças geográficas, os estados têm problemas semelhantes no que se refere à área de C&T. Para ele os principais são o volume inadequado de recursos, a falta de uma agenda sólida para o desenvolvimento da área, a formação de recursos humanos e a escassez de instrumentos de apoio para o desenvolvimento tecnológico nas empresas.
Outro ponto fraco, na opinião do presidente, é o marco regulatório legal, não tão moderno quanto o de países desenvolvidos. Esses pontos estão presentes na carta preparada ao fim do encontro, que foi enviada ao Ministério da Ciência e Tecnologia.
O documento contém também o reconhecimento dos estados a respeito da modernização da agenda e atualização dos marcos legais por parte do MCT. "Os programas federais têm encontrado desdobramentos nos estados. Temos conseguido avanços, mas estamos conscientes de que podemos avançar mais", completou Lucchesi.

Fonte: Assimp — Fapema