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São José está no top 3 dos polos tecnológicos de SP, diz estudo

Publicado em 28 agosto 2016

Em ano de Olimpíadas, São José é bronze em empreendedorismo inovador e reduto de polo tecnológico. É a terceira cidade do Estado de São Paulo a concentrar maior número de pesquisa científica e tecnológica em micros, pequenas e médias empresas.

 

O estudo foi feito pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) em parceria com a  Universidade George Washington, dos Estados Unidos. Para tanto, os pesquisadores analisaram o chamado "empreendedorismo intensivo em conhecimento" em várias regiões do Estado.

 

Eles se basearam no indicador Pipe (Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas), da Fapesp (Fundação de Apoio à Pesquisa de São Paulo). Foram analisados 1.130 projetos distribuídos em 114 cidades que tiveram pelo menos um projeto concedido entre 1998 e 2014.

 

Cinco municípios se destacaram pela alta concentração de projetos: São Paulo (298 projetos), Campinas (197), São Carlos (177), São José (72) e Ribeirão Preto (55).

Porém, São José vence a capital e pula para terceiro lugar no ranking quando o índice leva em conta a quantidade de projetos por grupo de 100 mil habitantes.

 

Nesse indicador, a medalha de ouro fica com São Carlos (199,43 projetos por 100 mil), a de prata com Campinas (43,67) e a de bronze com São José (28,72), com Ribeirão Preto em quarto (23,12) e São Paulo em quinto (6,27).

 

Potencial. Os pesquisadores ainda identificaram potencial de São José crescer ainda mais como polo tecnológico. O estudo mostrou que a tendência é de os empreendedores fugirem de grandes conglomerados urbanos, como a capital.

 

Os autores cruzaram informações sobre a concentração de projetos Pipe com dados socioeconômicos dos municípios fornecidos pela Fundação Seade.

 

Constataram que indicadores de mobilidade, como o número de habitantes por automóvel, e de demografia, como a densidade populacional, exercem impacto negativo sobre a localização de projetos.

 

"O trânsito excessivo das grandes cidades atrapalha a logística, eleva os custos da inovação e pode ser apontado como uma das causas do processo de desindustrialização da capital paulista", disse Bruno Brandão Fischer, professor da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp e principal autor do estudo.

 

E há outra vertente que favorece São José. A proximidade das pequenas empresas de base tecnológica com grandes centros urbanos.

 

 

 

Localização estratégica se torna trunfo para a região

 

A proximidade de São José com grandes centros urbanos, como São Paulo, torna-se fator decisivo no surgimento de polos de inovação, segundo mostrou a pesquisa da Unicamp e da Universidade de George Washington, nos Estados Unidos.

 

"São nos centros econômicos que se localizam potenciais clientes e usuários de serviços tecnológicos", afirmou Sérgio Robles Queiroz, professor do Departamento de Política Científica e Tecnológica do Instituto de Geociências da Unicamp.

 

"Para quem faz pesquisa empresarial no estado de São Paulo é bom estar perto da capital e do conhecimento produzido ali, mas não necessariamente dentro dela", acrescentou ele, que é coordenador-adjunto da área de Pesquisa para Inovação da Fapesp.

 

"É importante que empresas e startups se fixem em cidades onde seja fácil acionar grupos de pesquisa em universidades", afirmou Renato de Castro Garcia, que é professor do Instituto de Economia da Unicamp.