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São Carlos tem mais de 17 mil árvores para compensar emissão de CO2

Publicado em 04 setembro 2009

Empresas e ONGs estão intensificando o trabalho de compensação de dióxido de carbono (CO2) com o plantio de mais de 17 mil árvores em São Carlos (a 230 km de São Paulo). O município recebeu inclusive árvores doadas pelo ex-vice-presidente norte-americano Al Gore para compensar as emissões provocadas por suas viagens. A compensação de CO2 faz parte das ações de empresas, entidades e pessoas para reduzir o aquecimento global. Por meio de modelos botânicos são calculados as quantidades de árvores a serem plantadas por empresas e ONGs, que realizam o plantio visando compensar os danos causados ao meio ambiente pela ação do homem.

O produtor Flavio Marchesin colabora com a ONG Iniciativa Verde e tem uma propriedade na cidade com quatro mil árvores plantadas para compensação de carbono - 200 delas são doações de Al Gore. A Iniciativa Verde plantou mais de onze mil árvores no município. "São Carlos é área prioritária por fazer parte do programa Biota, da Fapesp", explica Flavio. Trata-se de um programa que começou em 1999 e tem como objetivo sistematizar a coleta, organizar e disseminar informações da biodiversidade do Estado de São Paulo e promover sua restauração.

Os restauros da Iniciativa Verde seguem as resoluções da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, que orienta quanto ao reflorestamento de matas ciliares e a compensação de carbono. As áreas são ainda cadastradas na secretaria.

A Brasil Flora é uma empresa que também presta serviços para a compensação de carbono, atuando em todo o Estado. O gestor ambiental Ricardo Deangelo, diretor da Brasil Flora, considera que o reflorestamento é a maneira mais econômica de compensar a emissão de CO2. Somente em São Carlos, foram cerca de seis mil árvores plantadas por empresas da capital e também uma do município, a AVR Engenharia. A construtora atendeu um grupo de 150 clientes com o plantio monitorado de árvore para cada compra de imóvel. "Alguns ambientalistas dizem que cada pessoa deve plantar ao menos dez árvores por ano para compensar sua contribuição nas emissões", ressalta.

Deangelo revela ainda que o plantio de árvores de madeira nobre - indústria moveleira e afins - é um ótimo investimento de longo prazo. "Não existe nenhuma produção silvícola, agrícola ou pecuária que se aproxime dela em rentabilidade quando existe um projeto de produção bem fundamentado", afirma.