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São Carlos ganha espaço colaborativo para inovação

Publicado em 16 fevereiro 2018

Uma fábrica de tecidos abandonada que já chegou a empregar boa parte dos operários de São Carlos nos anos 1950 foi transformada num centro de inovação colaborativa por empreendedores paulistanos. O plano é que a área de 21 mil m² aumente a interação entre startups da cidade - e delas com grandes empresas.

O município de 230 mil habitantes tem tradição em inovação. Tem campi de USP e UFSCar (segunda e décima do País, respectivamente, segundo o Ranking Universitário Folha), com cursos ligados a exatas, engenharia e computação. Indústrias de eletrodomésticos, plásticos e motores também são fortes por lá.

Também é a cidade que mais concentra projetos aprovados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), que financia pequenas empresas inovadoras, em relação ao tamanho da população (em números absolutos é a terceira, após São Paulo e Campinas).

“Sempre trabalhamos com eventos de tecnologia, e nossa insatisfação sempre foi ver que as coisas que acontecem nesses eventos não tinham continuidade”, diz Leandro Palmieri, um dos fundadores do ONOVOLAB (assim mesmo, com maiúsculas), como a iniciativa foi batizada. “Queríamos criar um ambiente onde os projetos pudessem nascer e ir em frente, e começamos a desenhar um centro de inovação com lógica pensada para São Paulo.”

Em 2017, porém, David Ruiz, outro membro do trio, conheceu um empreendedor de São Carlos em uma conferência em San Francisco. “Ele me apresentou o ecossistema de inovação que existia na cidade e eu vi que as coisas se encaixavam com o que a gente queria”, conta Ruiz.

“A cidade tem massa crítica, mas é mal explorada. Tem universidades, grandes empresas, startups, mas as coisas não se conversam. Ficou claro que a gente podia integrar tudo isso”, diz Palmieri.

A equipe, que inclui ainda Anderson “Criativo” Marques de Andrade, inaugurou 10% do campus e espera concluir o restante em até dois anos.

Já estão confirmadas salas de 15 startups - de inteligência artificial, games e até análises de DNA. Cada “posição” - mesa, cadeira e acesso a internet e infraestrutura - custa a partir de R$ 249 por mês.

O grupo planeja eventos e tem apoio de empresas como Elo, Amazon e Roche. E deve ter um espaço para jovens de escolas públicas terem aulas de robótica e programação.

(FOLHAPRESS)