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Correio Popular

Santa Maria integra Patrimônio Rural Paulista

Publicado em 06 agosto 2006

A Fazenda Santa Maria foi incluída no projeto Patrimônio Rural Paulista - Espaço privilegiado para o Ensino, a Pesquisa e o Turismo que as universidades públicas, a organização Fazendas Históricas Paulistas, Prefeitura, conselhos de preservação históricas várias entidades elaborando para ter um inventário das fazendas históricas paulistas. Coordenado pelo professor Marcos Tognon, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a proposta está sendo finalizada para ser submetida à Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), na área de políticas públicas.
Foram definidas três regiões para o inventário: São Carlos e Ribeirão Preto, Vale do Paraíba e Campinas. A Santa Maria, de Joaquim Egídio, foi escolhida para ser inventariada. A proprietária da fazenda, Susanna Ulson, está entusiasmada com o projeto. "Será importante o levantamento do acervo e também irá contribuir para a preservação da memória da história das fazendas e até para que os proprietário tenham informações sobre como conservar esse patrimônio", diz.
A proposta do grupo de pesquisadores é também a de elaborar rotinas e metodologias de manutenção e conservação preventiva do patrimônio histórico rural, disponibilizar o acervo documental dos órgãos de preservação, instituir uma rede de colaboração e parceria permanente entre as instâncias de pesquisa e de gestão pública.
Vão trabalhar no projeto docentes das universidades, pós-graduandos, estudantes de graduação e pesquisadores que trabalham com os temas histórica econômica do meio rural paulisat, conservação do patrimônio artístico e documental.
As fazendas dos distritos de Sousas e Joaquim Egídio, como é o caso da Santa Maria, surgiram de latifúndios originários de sesmarias no século 18 e foram muito importantes para o desenvolvimento econômico de Campinas. Primeiro como produtoras de açúcar e álcool, depois de café. Em 1830, o café já estava consolidado na região, de modo que, em 1854, havia em Campinas 117 fazendas com a produção anual de mais de 300 mil arrobas de café. A cultura foi prioritária até a quebra da Bolsa de Nova York, em 1929, quando a maioria dos fazendeiros praticamente faliu. Hoje, há uma agricultura diversificada nessas fazendas e poucas são as que ainda se dedicam ao café.