Notícia

Jornal do Brasil

Safra e Exportação

Publicado em 28 abril 2000

Por Ana Amélia Lemos
Mais um passo importante foi dado ontem para que nosso país se transforme, dentro de seis anos, no maior exportador mundial de carnes. Os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul foram credenciados pelo governo, oficialmente, como zonas livres de febre aftosa, sem vacinação. O ministro Platine de Moraes, que assumiu o cargo com a disposição de promover o comércio externo para o agronegócio, comemorava a decisão como um significativo avanço para os exportadores de carne bovina, suína e de aves. Otimista o ministro enumera três fatores decisivos para a projeção brasileira no mercado mundial de carnes: qualidade do produto, sanidade dos rebanhos e os cuidados com a preservação ambiental, item de grande interesse dos consumidores europeus. Para garantir essas condições, Platine de Moraes orientou a Embrapa para que intensifique as pesquisas no campo genético não só em favor da pecuária, mas também da agricultura. Os avanços na área da biotecnologia são animadores, mas é preciso aumentar os investimentos no setor já que esse, junto com a informática e a alta tecnologia, passa a ser os principais motores da economia mundial. Os pesquisadores brasileiros que conseguiram identificar o genoma seqüencial da bactéria causadora do amarelinho (xylella fastidiosa), uma praga que no Brasil ataca os pomares de laranjas, comemoraram a segunda vitória. Os Estados Unidos acabam de comprar a tecnologia brasileira para combater a praga que ameaça as videiras da Califórnia. A produção de vinhos californianos movimenta, por ano, US$ 34 bilhões, informa eufórico o ministro Platine de Moraes, que na semana passada recebeu a notícia, nos Estados Unidos. É um grande orgulho para nós, brasileiros, a descoberta dos pesquisadores da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado de São Paulo). Hoje o ministro anuncia a supersafra agrícola 1999/2000, que deve chegar a mais de 86 milhões de toneladas.