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O Imparcial (Presidente Prudente, SP)

Sabesp projeta em PP tratamento de esgoto inédito no Brasil

Publicado em 11 agosto 2012

Por Eriberto Margarizo Purga

A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) em parceria com a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP) realizam testes na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) localizada no quilômetro (km) 8 da Rodovia Júlio Budisk, em Presidente Prudente, para implantação de sistema de tratamento de esgoto inédito no Brasil.

A ação visa otimizar o tratamento do efluente [esgoto tratado], reduzindo o consumo de energia e eliminando maior porcentagem de substâncias nocivas do esgoto, para devolver a água com mais qualidade aos rios e córregos, o que gera benefícios também ao meio ambiente. A apresentação do projeto intitulado “Otimização de tratamento por lodo ativado, objetivando a nitrificação e desnitrificação simultânea”, foi feita na manhã de ontem, na ETE, durante coletiva de imprensa.

O projeto deve começar a funcionar dentro de 30 dias, já que os tanques de tratamento passam pelas adequações necessárias. A técnica a ser implantada só foi-desenvolvida até o momento em escala laboratorial, e pela primeíra vez no País será adaptada à escala real de tratamento. O investimento com pesquisas e equipamentos que devem monitorar o processo de tratamento, como os sensores, é de aproximadamente R$ 700 mil. Metade desta cifra deve ser disponibilizada pela Sabesp e o restante será custeado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O superintendente de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico e Inovação da Sabesp, Américo de Oliveira Sampaio, explica que o processo tradicional é feito em etapas, ou seja, as substâncias tóxicas que oferecem riscos à vida aquática, por exemplo, são eliminadas gradativamente, e o novo estudo visa concentrar todas elas em apenas uma. Relata que a purificação do esgoto ocorre através do oxigênio presente na água e que os equipamentos farão a leitura exata da quantidade de oxigênio necessária para otimizar o trabalho.

Para o professor doutor da USP e coordenador da pesquisa, Roque Pivelli, a ETE de Presidente Prudente tem totais condições estruturais e de profissionais para desenvolver esse trabalho. Ressalta ainda que as substâncias eliminadas dos efluentes são maléficas para peixes e seres humanos que por ventura tenham contato com essa água. “Basicamente, o que pretendemos fazer é a nitrificação e desnitrificação simultânea. Nitrificação é oxidação da amônia até chegar a nitrato,enquanto desnitrificação é a redução do nitrato a nitrogênio gasoso”, explica e conclui: “Custo menor com nefluente melhor”.atualmente segue os padrões de exigência, ou seja, é acondicionado em bags que constituem o aterro próprio da Sabesp, no entanto, há intenção de reutilizar esse material na agricultura futuramente. Outros avanços Ainda conforme Sampaio, a matéria orgânica que resta desse processo (lodo).