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Jornal da Unesp

Saad Hossne, "Um Guerreiro da Educação"

Publicado em 01 dezembro 2013

Por Elton Alisson, da Agência FAPESP

O médico-cirurgião e professor William Saad Hossne recebeu dia 15 de outubro o troféu “Guerreiro da Educação Ruy Mesquita”, em uma solenidade realizada em São Paulo. A homenagem é conferida anualmente pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e pelo jornal O Estado de S. Paulo a personalidades que se destacaram na promoção da educação.

Hossne é reconhecido por sua atuação na área de bioética, que estuda a ética em pesquisas que envolvam a vida humana e animal. Ele fundou a Sociedade Brasileira de Bioética e ajudou a criar a Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep), coordenada por ele entre 1996 e 2007. Atualmente ele coordena o curso de pós-graduação em Bioética no Centro Universitário São Camilo, em São Paulo.

Nascido na capital paulista em 1927, Hossne formou-se pela Faculdade de Medicina da USP. Foi um dos fundadores, em 1962, da Faculdade de Ciências Médicas e Biológicas de Botucatu - incorporada à Unesp em 1976 -, da qual é professor emérito.

O médico participou da criação da FAPESP e foi seu diretor científico entre 1964 e 1968, e de 1975 e 1979. “O professor Hossne contribuiu para moldar, em momentos difíceis e de consolidação da FAPESP, a instância mais significativa da instituição, que é a diretoria científica”, avaliou Celso Lafer, presidente da agência, em seu discurso na solenidade.

Na cerimônia, o economista Antonio Delfim Netto assinalou um artigo de Hossne afirmando que não só os médicos fazem pesquisas com seres humanos, mas também antropólogos, físicos e economistas. "A análise do professor Hossne - de que é necessário introduzir a bioética na disciplina econômica pelos efeitos dramáticos que exerce sobre o ser humano - é absolutamente correta", disse Delfim Netto.

Em seu discurso, o professor avaliou que a bioética oferece hoje a oportunidade de recriar um fenômeno semelhante ao que ocorreu há 25 séculos – quando surgiram a Medicina, a Filosofia e a Democracia de forma integrada e interdependente. “Agora, a bioética conclama todas as áreas das Ciências da Saúde – incluindo não apenas a Medicina –, além de todas as áreas das Ciências da Vida, das Ciências Humanas e Sociais, e clama por liberdade, democracia e direitos humanos”, disse.