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S. José ganha laboratório de R$ 90,5 mi

Publicado em 22 junho 2008

Por Odersides Almeida, São José dos Campos

BNDES irá financiar 30% do primeiro centro brasileiro de estruturas leves, sediado no Parque Tecnológico.

O Parque Tecnológico de São José dos Campos irá abrigar o primeiro laboratório do Brasil para a pesquisa de estruturas leves destinadas ao setor aeroespacial. O projeto está avaliado em R$ 90,5 milhões e deve ser concluído em até três anos.

A previsão é de que suas atividades comecem seis meses após o início de sua contrução, programada para ser iniciada neste semestre. No início deste mês, o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) aprovou um financiamento de 27,6 milhões, 30,5% do investimento total previsto para o Laboratório de Pesquisas de Estruturas Leves.

O recurso foi destinado ao IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), entidades parceiras do projeto. O primeiro será responsável pelo gerenciamento do laboratório.

O laboratório será direcionado para projetos de inovação, atuando no desenvolvimento e validação de tecnologias. O espaço irá ocupar uma área de 4 mil metros quadrados no Parque Tecnológico.

"O laboratório é o maior investimento do Parque Tecnológico. Ele terá o mais alto conceito em instalações e equipamentos e irá gerar novos produtos e tecnologias para o setor aeroespacial a partir de São José", afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico de São José, Toshihiro Yosida.

Para o secretário, o espaço será determinante para o fortalecimento da estrutura do parque. O restante dos recursos necessários para a implantação do centro virão da Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica) com R$ 42 milhões em homens/hora, Fapesp (R$ 4,7 milhões), IPT (7,3 milhões) e Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), com R$ 8,8 milhões.

"O laboratório estará integrado ao CDTA (Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Aeronáutica), que está sendo implantando em três fases. Ele entrará na última etapa", disse o assessor da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Luiz Paulo Costa.

A primeira fase do CDTA já está em funcionamento. É o Programa de Especialização em Engenharia, um mestrado em engenharia aeronáutica. A segunda fase, em processo final de implantação, é o 'avião virtual', um ambiente de realidade virtual onde serão projetadas aeronaves.

EMBRAER - A Embraer será a empresa-âncora dos projetos iniciais do laboratório, responsável pela compra, industrialização e comercialização dos produtos desenvolvidos. O objetivo das pesquisas é reduzir o peso e o custo de estruturas aeroespaciais, compostas hoje basicamente de alumínio, titânio e aço. Em menor proporção também são utilizados materiais à base de plástico e fibra de carbono.

O desenvolvimento de estruturas leves também pode ser aplicado nos setores automobilístico, autopeças, petróleo e gás, naval, bélica, geração e transporte de energia elétrica, construção civil e bens de capital.

Serão desenvolvidos inicialmente no local quatro projetos para o setor aeronáutico em um período de três anos. As iniciativas serão financiadas pela Fapesp, Finep e Embraer.

O primeiro deles irá unir Embraer e pesquisadores do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) no desenvolvimento de estruturas de materiais compostos --tecnicamente chamados de compósitos -- para estruturas aeronáuticas.

Outros dois projetos da Embraer irão avaliar o desempenho de estruturas metálicas. O quarto irá desenvolver tecnologias para fabricação de fuselagens.

O local irá abrigar 94 especialistas fixos, entre pesquisadores acadêmicos, do IPT e engenheiros da Embraer. O espaço também será disponibilizado para pesquisadores de outras instituições e centros de pesquisa e desenvolvimento.

Metrologia

O IPT também deve implantar até o final do ano um laboratório de metrologia no Parque Tecnológico, com recursos recebidos da Secretaria Estadual de Desenvolvimento.

O laboratório irá dar suporte aos centros de pesquisas já implantados no núcleo -- o CDTA e o CDTE (Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Energia).

Para viabilizar o empreendimento, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento destinou uma verba de R$ 700 mil ao instituto e a prefeitura irá ceder uma área de 200 metros quadrados no núcleo para a instalação do laboratório de metrologia.

O laboratório

Espaço: 4 mil metros quadrados no Parque Tecnológico

Investimento: R$ 90,5 milhões

Financiamento: R$ 27,6 milhões (BNDES), R$ 42 milhões em homens/hora (Embraer), R$ 4,7 milhões (Fapesp), R$ 7,3 milhões (IPT), R$ 8,8 milhões (Finep)

Objetivo: reduzir o peso e o custo de estruturas aeroespaciais, compostas hoje basicamente de alumínio, titânio e aço.

Aplicação: as estruturas leves também pode ser aplicado nos setores automobilístico, petróleo e gás, naval, bélico, geração e transporte de energia elétrica e construção civil.

Prazo de conclusão: 3 anos

Secretaria de Desenvolvimento Econômico e valeparaibano