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Plantão News (MT)

Ruy Laurenti morre aos 84 anos

Publicado em 17 junho 2015

Agência FAPESP – O médico Ruy Laurenti, ex-reitor da Universidade de São Paulo (USP) e membro do Conselho Superior da FAPESP de 1993 a 2000, morreu no dia 12 de junho de 2015, aos 84 anos.

Laurenti nasceu em 15 de agosto de 1931, em Rio Claro (SP). Formou-se em 1957, pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), onde teve início sua dedicação à carreira universitária, atuando a princípio no Serviço de Cardiologia do Hospital das Clínicas da FMUSP. Obteve o título do doutor em Medicina, na área de Cardiologia, em 1969.

Em 1971, transferiu-se para a Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, no Departamento de Epidemiologia, onde se tornou professor livre-docente (1973), professor adjunto (1976) e professor titular (1979). Na FSP, foi chefe do Departamento de Epidemiologia, vice-diretor e diretor.

Na USP, atuou também como pró-reitor de Cultura e Extensão, vice-reitor (1990-1994), reitor (agosto a novembro de 1993) e foi o primeiro ouvidor-geral da universidade (2001-2010).

Como pesquisador, Laurenti contribuiu para o avanço da saúde pública, tendo publicado quase duas centenas de artigos e livros sobre epidemiologia, saúde materna, estatísticas de saúde outos tema.

Desde 1999, era membro titular da Academia de Medicina de São Paulo. Dirigiu o Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Família de Classificações Internacionais.

Ao longo de sua carreira foi agraciado com diversos títulos, entre eles o de Professor Emérito da USP e o de Pesquisador Emérito do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Deixou a esposa, Rose Marie, e dois filhos, Renato e Ruy.

“A FAPESP lamenta, e eu pessoalmente também, o falecimento do professor Ruy, que integrou o Conselho Superior durante sete anos, tendo emprestado à instituição seus conhecimentos e virtudes de pesquisador. Lembro também que ele foi reitor em um momento difícil, e que equacionou muito bem os problemas da universidade durante sua gestão. Por isso, ele recebeu o mais do que bem merecido título de Professor Emérito da USP”, disse Celso Lafer, presidente da FAPESP.