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Revista Amazônia

Rui Monteiro de Barros Maciel é eleito para Academia Nacional de Medicina

Publicado em 17 novembro 2017

Agência FAPESP – A Academia Nacional de Medicina realizará, no dia 21 de novembro de 2017, cerimônia de posse do professor Rui Monteiro de Barros Maciel como membro titular da cadeira de número 49 (patrono Enjolras Vampré).

Maciel ocupará a vaga de Hélcio Alvarenga, professor titular emérito de Neurologia da Escola de Medicina e Cirurgia da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, morto em 29 de agosto de 2015. Maciel será saudado pelo professor Rubens Belfort Mattos Júnior, titular da cadeira 64 da Academia.

A solenidade será realizada às 20h do dia 21, na sede da Academia Nacional de Medicina, av. General Justo, 365, Rio de Janeiro.

Maciel é professor titular de Endocrinologia e pesquisador no Laboratório de Endocrinologia Molecular e Translacional da Escola Paulista de Medicina (EPM/Unifesp). Foi membro da Coordenação de Área – Saúde da FAPESP (2003-2008).

Graduou-se em Medicina na EPM (1970), onde foi residente em Clínica Médica e Endocrinologia (1971-74) e fez o mestrado em Imunologia (1975-76), o doutorado em Endocrinologia (1979-82), a livre-docência (1989) e tornou-se professor titular (1992-2016) e professor titular sênior (2016).

Nos Estados Unidos, foi pesquisador na University of California Los Angeles (1976-78) e professor visitante na Harvard Medical School/Beth Israel-Deaconess Hospital (1986-88).

Suas atividades de pesquisa, financiadas pela FAPESP, Capes e CNPq, nas áreas do metabolismo dos hormônios tireoidianos, métodos de dosagens hormonais e biologia celular e molecular das doenças da tireoide, produziram mais de 220 artigos completos publicados em revistas indexadas, mais de 120 capítulos de livros, a edição de 6 livros e 27 orientações de mestrado e 32 de doutorado, entre os quais destacam-se diversos líderes atuais da tireoidologia brasileira e internacional.

Entre as contribuições originais à pesquisa destacam-se a demonstração da conversão periférica do T4 em T3 na membrana celular (Endocrinology, 1979), a demonstração da produção autócrina de IGF (“insulin-like growth fator”) pela tireoide (J Clin Invest, 1988), a descrição de genes de suscetibilidade para a paralisia periódica tirotóxica em canais de potássio (Cell, 2010, e Nature Reviews, 2011) e contribuições à endocrinologia laboratorial (Clin Chem, 1998, J Clin Endocrinol Metab 2000 e 2016).

Na Unifesp, foi chefe dos médicos-residentes, membro da Comissão de Residência Médica, presidente da Comissão de Residência Médica, vice-chefe do Departamento de Medicina, chefe da Disciplina de Endocrinologia, membro da Comissão de Livre-Docência, coordenador de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa e pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa.

Recebeu, entre outros, os prêmios Múcio de Athayde de Combate ao Câncer, da Academia Nacional de Medicina (1985), o LATS-Prize, da Latin American Thyroid Society (1991), o SBEM-SP, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (2001), a Ordem Nacional do Mérito Científico (Comendador, 2002) e o José Scherman-Endocrinologista do Ano (2005), concedido pelo Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia.

Agência FAPESP