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UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

RTV Unicamp implanta sistema de arquivamento digital de última geração

Publicado em 01 abril 2011

Por Luiz Sugimoto

A RTV Unicamp teve aprovado na íntegra, pela Fapesp, um projeto de reestruturação e digitalização do banco de dados do seu acervo, assegurando recursos de R$ 110 mil para construir um sistema de arquivamento digital de última geração. "Vamos criar uma base de dados online, permitindo que nosso material seja consultado externamente. O pesquisador poderá, por exemplo, ver imagens em baixa resolução de um programa como Palavras Cruzadas, e solicitar pelo próprio site o arquivo em alta resolução, baixando-a para manipulação e pesquisa", afirma o professor José Eduardo Ribeiro de Paiva, diretor da emissora.

O banco de dados da RTV Unicamp possui cerca de 8 mil títulos, frutos da produção de quase 20 programas veiculados pelo canal 10 da Net, vídeos institucionais, registro de eventos científicos e educacionais, vinhetas, gravação de reuniões dos conselhos da Universidade, apoio à produção de material didático audiovisual, produção de vídeos para educação a distância e, atualmente, produção e veiculação de programas para rádio.

Cristina Toledo, que integra a equipe de Arquivo e Documentação, informa que mais de 400 novos títulos são incorporados ao acervo anualmente. Segundo ela, com este auxílio da Fapesp serão adquiridos um storage (dispositivo com grande capacidade de armazenamento), um servidor e dois gravadores de LTO (fitas magnéticas de grande capacidade e durabilidade, além de baixo custo). Também será contratada uma empresa especializada para desenvolvimento de um novo banco de dados.

Desde julho do ano passado, todo material produzido pela RTV Unicamp vem sendo guardado em AVI (formato encapsulador de áudio e vídeo). "Nosso objetivo é passar esses registros, que hoje estão no storage da área de Pós-Produção, para o dispositivo próprio, construindo o suporte físico em fitas LTO. Paulatinamente, vamos fazer o mesmo com o acervo permanente, onde estão vários formatos de vídeo, como fitas DVCAM e Digital S e fitas analógicas Betacam".

Foco na preservação - O professor José Eduardo Paiva observa que armazenar, preservar e fazer circular os arquivos é um processo trabalhoso e caro, que exige investimento constante. "Agora, queremos gerenciar inclusive a expansão física do Arquivo. Um dos problemas é esta torre de babel de formatos, muito diferentes e que muitas vezes não foram geradas por máquinas de qualidade. Estamos armazenando para preservar um material que está deteriorando, oferecendo cópias com uma qualidade que seja a mais próxima dos originais".

Na opinião de Paiva, as pessoas começam a dar importância à preservação de acervos audiovisuais, sendo que a própria Fapesp se surpreendeu com a demanda por este financiamento específico. "Todos os participantes do edital ganharam, se não integralmente, pelo menos uma boa parte dos recursos solicitados. Sou integrante do Fórum Nacional das Escolas de Cinema. Existem 52 arquivos à disposição dos alunos, mas com exceção das escolas maiores, como ECA e FAAP, as demais não têm uma política de armazenamento. Se não for guardada, toda essa memória do ensino de cinema brasileiro vai para o lixo".