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Roberto Carlos tenta barrar livro sobre Jovem Guarda

Publicado em 22 abril 2013

Os advogados do cantor Roberto Carlos enviaram uma notificação extrajudicial pedindo a interrupção da venda e o recolhimento dos exemplares à disposição do livro "Jovem Guarda: Moda, Música e Juventude", de Maíra Zimmermann, lançado no último dia 4 de abril pela Estação Letras e Cores.

O livro é resultado de uma dissertação de mestrado em moda, cultura e arte no Centro Universitário Senac e foi publicado com apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). No volume, Zimmermann aborda a relação do movimento com a consolidação da cultura juvenil no Brasil dos anos 1960.

Segundo a notificação, "o livro traz uma série de situações que envolvem o notificante [Roberto Carlos] e traz detalhes sobre a trajetória de sua vida e intimidade".O texto também fala que "a própria capa do livro contém caricatura do notificante e dos principais integrantes da jovem guarda sem que eles nem sequer fossem notificados".

A autora contratou um advogado e enviou uma contranotificação em que diz que a obra não trata da intimidade do cantor. Ela alegou que “ a impressão que dá é que eles não tiveram contato com o livro” e destacou que a pesquisa se baseou em arquivos e revistas dos anos 1960.

Outra acusação da notificação é que "a publicação das fotografias também violou o direito autoral de determinados fotógrafos, que não concederam autorização para publicação de suas fotos". Maíra Zimmermann, entretanto, disse que o volume tem apenas uma foto de Roberto Carlos, posada, junto com com Erasmo Carlos, Wanderléa e outros personagens do movimento. De acordo com a autora, a imagem foi comprada de uma empresa licenciada pela editora Abril, detentora dos direitos.

Redação O POVO Online