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Gazeta de Rio Preto online

Rio Preto participa de estudo inédito sobre dengue

Publicado em 01 outubro 2015

O município de Rio Preto participa, a partir de outubro, de estudo inédito sobre dengue que deverá, após o término da pesquisa, compreender como a virose age no organismo, o comportamento do mosquito Aedes aegypti no ambiente, além de oferecer subsídios para a avaliação de uma vacina, que beneficiará milhares de pessoas em todo o País.

A pesquisa será coordenada pelo Laboratório de Pesquisa em Virologia da Faculdade de Medicina de Rio Preto (Famerp), com apoio da Prefeitura de São José do Rio Preto, por meio da Secretaria de Saúde. O investimento no projeto será de R$ 2 milhões, com recursos da Fapesp.

Também apoiam e participam do estudo a Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), Instituto de Biociências (UNESP-Botucatu), Departamentos de Microbiologia e Bioquímica e Imunologia (ICB-UFMG), Departamento de Genética (UFRJ), Mount Sinai School of Medicine (EUA), University of Texas Medical Branch (EUA) e University of Michigan (EUA).

Segundo o autor e coordenador do estudo, Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, a pesquisa terá três etapas distintas: - seleção, já a partir de outubro, de 2 mil pessoas, por meio de visita a casa a casa com equipe especializada, a ser realizada na área de abrangência da Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF) do bairro Vila Toninho.

“Após a seleção, serão coletadas amostras de sangue para análise. Essas pessoas serão voluntárias na pesquisa e terão acompanhamento da equipe até 2019”, explica o médico.

A fase seguinte ocorre em laboratório, com análise das amostras de sangue coletadas a fim de identificar os anticorpos, o isolamento e a caracterização molecular do vírus. Já a terceira fase será baseada na análise de alteração nos padrões sorológicos dos pacientes selecionados.

“Esses voluntários serão avaliados em cada episódio que houver suspeita de dengue. Se essa situação ocorrer, eles poderão procurar a UPA mais próxima ou a própria unidade de saúde do bairro. Eles terão tanto o acompanhamento e atendimento normal da Secretaria de Saúde, como pela equipe da pesquisa”, explica a gerente do Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde, Andréia Negri Reis.

Na região da Vila Toninho, além da seleção e acompanhamento dos moradores, os pesquisadores da Famerp e da Sucen irão coletar mosquitos e investigar a presença de larvas a fim de obter indicadores de infecção que permitirão uma melhor avaliação dos programas de controle. “Todos os resultados serão unificados formando um estudo integrado, evitando que os resultados sejam fragmentados”, explica Maurício.

Para a secretária de saúde de Rio Preto, Teresinha Pachá, o estudo é de extrema importância para o município e deverá ajudar na prevenção, combate e tratamento da doença.

”A Secretaria Municipal de Saúde está empenhada e dará todo o apoio necessário as atividades propostas, pois precisamos conhecer em detalhes a manifestação da doença nas pessoas, o comportamento do mosquito afim de melhorar as estratégias de combate e até erradicar oAedes aegypti,  o que com certeza beneficiará toda a nossa população”.