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Jornal Regional

Rio Claro ainda não tem política que regulamenta o descarte

Publicado em 19 setembro 2009

Segundo dados da FAPESP - Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo-, no Brasil são consumidas cerca de 100 milhões de lâmpadas fluorescentes por ano. Desse total, 94% são descartadas em aterros sanitários, sem nenhum tipo de tratamento, contaminando o solo e a água com metais pesados.

Presente em 27% dos lares brasileiros, o uso das lâmpadas fluorescentes reduz cerca de 80% no consumo de energia e auxilia no combate ao aquecimento global.

Segundo o Procel (Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, do Ministério das Minas e Energia) em sua última pesquisa de Avaliação do Mercado de Eficiência Energética, o país é o 10º maior consumidor mundial do insumo.

Em Rio Claro ainda não há lei municipal que regulamente o descarte de lâmpadas fluorescentes, como esclarece a diretora do departamento de resíduos sólidos, Regina Ferreira da Silva. Segundo a diretora, a previsão é de que algo seja encaminhado neste sentido em breve. "Hoje, comerciantes e fabricantes devem recolher as lâmpadas; é assim que está funcionando no município", diz.

Luis Fernando Silva, gerente regional da Taschibra no Brasil - fabricante de lâmpadas fluorescentes -, comenta que poucas pessoas sabem da periculosidade das lâmpadas fluorescentes e acabam por descartá-las no lixo comum. A empresa recebe as lâmpadas de volta e as aloca em sua sede em Indaial (SC).

"Não há ainda direcionamentos para o descarte das lâmpadas; reciclá-las hoje ainda é inviável. A reciclagem fica em torno de R$ 2,30 por lâmpada; se calcularmos que cada lâmpada custa R$ 6,00, é inviável", acrescenta.

Luis conta que existem novas tecnologias que estão chegando, mas ainda são pouco difundidas e ainda muito caras. Como as lâmpadas que utilizam o mercúrio sólido, de fácil descarte, e também as lâmpadas sem mercúrio. "O custo ainda é muito alto para os lojistas, cerca de quatro vezes mais cara".

A dica para quem utiliza lâmpadas fluorescentes é devolver na loja onde comprou, para que ela seja devolvida ao fabricante. Se a lâmpada for quebrada, o mercúrio já foi liberado, portanto, a lâmpada pode ser encaminhada para reciclagem comum.