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Gazeta Mercantil

Ribeirão Preto divulga trabalhos sobre genoma apresentados em simpósio

Publicado em 08 agosto 2001

Por Anna Regina Tomicioli - atomicioli@gazetamercantil.com.br - de Ribeirão Preto
Pesquisadores brasileiros e estrangeiros estiveram reunidos em Ribeirão Preto durante o primeiro Simpósio Internacional de Genética do Desenvolvimento. Encerrado ontem, o evento organizado pela Sociedade Brasileira de Biologia Celular (SBBC) e pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP, reuniu desde sábado último cerca de 100 profissionais do mundo todo ligados ao projeto genoma. O cronograma incluiu palestras e apresentação de trabalhos de pesquisa. Entre os 16 pesquisadores palestrantes, 12 eram estrangeiros, vindos do Canadá, EUA e Alemanha. "O objetivo é divulgar os trabalhos internacionais para os acadêmicos brasileiros", comenta o professor da Faculdade de Medicina Ricardo Ramos, um dos organizadores do evento e membro da SBBC. O Simpósio teve como objetivo discutir o impacto do seqüenciamento do genoma dos organismos na área de biologia do desenvolvimento. "O simpósio é uma troca de informações e de experiências entre pesquisadores", avalia. A idéia dos organizadores é promover o Simpósio Internacional a cada dois ou três anos, tendo como sede cidades-pólo em estudos sobre genética dos organismos. Na opinião do pesquisador, o Brasil atua em larga escala na área de pesquisa sobre a genética do desenvolvimento, mas há falta de integração e de unidade entre os pesquisadores. "Realizações como esta têm a função de unir a cadeia de pesquisadores e propiciar uma troca de informações que certamente irão contribuir para os trabalhos". LARANJA E CANA-DE-AÇÚCAR Entre os participantes, estiveram reunidos codificadores do genoma da bactéria Xylella fastidiosa, causadora do Amarelinho nos laranjais e da seqüência genética da cana-de-açúcar. O biólogo Emmanuel Dias Neto, do Instituto Ludwig, faz parte do grupo que conseguiu identificar a primeira seqüência genética de uma bactéria causadora de doenças em plantas. O projeto, implantado há três anos, recebeu financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e consumiu mais de US$ 13 milhões.