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Folha de S. Paulo - Vale (São José dos Campos)

Revolução Genômica fica em SP até julho

Publicado em 01 março 2008

Notícia publicada na edição de 01/03/2008 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 4 do caderno C - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h.

A exposição acontece de terça a sexta-feira, das 9h às 20h e, sábados, domingos e feriados, das 10h às 20h Imprimir Enviar por e-mail A versão brasileira da exposição Revolução Genômica, criada pelo Museu de História Natural de Nova York, foi aberta ontem ao público, em São Paulo, no Pavilhão Armando de Arruda Pereira, no Parque do Ibirapuera, onde permanece até 13 de julho.

A mostra usa elementos interativos para explicar conceitos científicos e explorar o impacto das descobertas sobre o genoma na medicina, na agricultura e no cotidiano. O espaço da exposição também abrigará, aos finais de semana, um amplo ciclo de palestras relacionadas ao tema, com organização da revista Pesquisa Fapesp. A exposição, instalada em uma área de 2 mil metros quadrados, espera receber de 500 mil a 600 mil visitantes.

Segundo a curadora Eliana Beluzzo Dessen, a exposição foi ampliada em relação à original. Além da seção dedicada aos conceitos científicos relacionados ao DNA, seu estudo, seqüenciamento e aplicação, a versão brasileira ganhou uma introdução que remete à noção de biodiversidade, localizando o DNA no organismo das diferentes espécies, além de uma conclusão voltada às aplicações do conhecimento à genética de alimentos - um ponto forte da genômica brasileira. Fizemos também uma adaptação da linguagem à capacidade de leitura do público brasileiro. Nas seções complementares procuramos expressar as idéias usando menos texto e enfatizando a compreensão sensorial, disse.

Segundo ela, a linguagem foi desenvolvida com foco em alunos do ensino médio. Sabemos que, por causa da abstração que envolve a genômica, os estudantes têm grande dificuldade para compreender. Por isso, a exposição procura associar a informação didática a uma apresentação intuitiva e concreta, explicou.

A mostra começa com uma passagem por um salão que apresenta a diversidade de organismos existentes incluindo animais vivos e taxidermizados, plantas, fotos e filmes. Em seguida, o visitante faz um passeio por dentro de uma célula com organelas tridimensionais, onde pode localizar o DNA.

Na segunda parte, que corresponde à exposição original, o visitante tem informações sobre a descoberta do DNA e aprende conceitos importantes como hereditariedade e os elementos que formam a dupla hélice do código genético.

Os conceitos são apresentados de forma interativa: o visitante pode, por exemplo, alterar os genes de uma mosca e observar, em uma projeção, as conseqüências no animal. São apresentadas também tecnologias de seqüenciamento.

Genômica e biodiversidade

A última parte reúne casos brasileiros de aplicação do conhecimento genômico, destacando o desenvolvimento de produtos agrícolas e o seqüenciamento da bactéria Xylella fastidiosa, praga que atinge plantações de laranja. Essa parte é centrada em dois conceitos fundamentais em melhoramento genético: a seleção artificial e a seleção natural, disse Eliana.

A exposição acontece de terça a sexta-feira, das 9h às 20h e, sábados, domingos e feriados, das 10h às 20h. Os ingressos custam R$ 15. Estudantes e professores pagam R$ 7. Menores de 7 anos e maiores de 60 e grupos de escolas públicas agendados não pagam. No último domingo de cada mês, a exposição é gratuita a todos. Mais informações: www.revolucaogenomica.com.br