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Revista científica enfoca Santos, FAMS e técnica inédita na construção dos canais

Publicado em 14 setembro 2006

Por Depto Impresa - Prefeitura de Santos

A revolucionária técnica de construção com concreto armadoutilizada nos canais de drenagem de Santos, pela primeira vez no país, é destaque na edição deste mês da Revista Pesquisa FAPESP- Ciência e Tecnologia no Brasil, editada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), do governo estadual.

Utilizando fotografias do acervo da Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams) e citando a instituição na comissão organizadora das comemorações do centenário dos canais, a ser comemorado no próximo ano, o texto do jornalista Neldson Marcolin lembra a trágica situação da Cidade na segunda metade do século XIX, com um porto tido como 'maldito' e cuja população era vitimada por epidemias, entre elas de febre amarela, malária e peste bubônica.

Sob o título Criação no concreto, a matéria cita que os canais idealizados por Saturnino de Brito, além de fundamentais para o saneamento e a própria sobrevivência da população, tornaram-se marca registrada da Cidade. Explica ainda que o concreto armado é uma técnica que surgiu na França, com Joseph Louis Lambot, em 1850. No Brasil, a primeira referência sobre a técnica é de 1904, na execução, no Rio de Janeiro, de seis prédios do engenheiro Carlos Poma, que também teria construído um reservatório em Petrópolis. Entretanto, não há vestígios dessas construções e não se pode afirmar que elas eram em concreto armado. O pioneirismo na utilização da técnica fica, portanto, com Santos.

Depois dos canais de Santos, a ponte sobre o Ribeirão dos Machados, em Socorro (SP), é a obra mais antiga conhecida no Brasil a usar a técnica, em 1910, de acordo com o engenheiro e professor Augusto Carlos de Vasconcelos, autor do estudo Grandes obras de concreto armado, que consta do livro 500 anos de engenharia no Brasil.

A Revista Pesquisa encontra-se à disposição na Sala de Leitura Catarina de Aguillar, da Fams, que funciona de segunda a sexta, das 9 às 17 horas, na Rua Visconde do Rio Branco, 48, Centro Histórico