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Resíduos de bioenergia podem produzir até aditivos para carros

Publicado em 25 outubro 2012

Estudos em desenvolvimento por empresas do Brasil e do Canadá apontam que, além de combustíveis, a geração de bioenergia também pode produzir embalagens plásticas, materiais elétricos e aditivos para carros.
A reciclagem dos resíduos utilizados na geração do combustível pode dar vida a diversos produtos – é o que diz uma pesquisa realizada por corporações brasileiras e canadenses, que investigam os métodos de reaproveitamento do material proveniente das usinas de bioenergia.
Com o apoio da FAPESP e da ISTPCanada, a empresa brasileira Plasmarco e a canadense Casco, estão realizando uma série de pesquisas sobre a reciclagem dos resíduos da produção de biodiesel. O projeto visa o aproveitamento total do glicerol bruto, uma das principais substâncias da geração de bioenergia, que pode ser transformada em materiais elétricos e em embalagens descartáveis.
O projeto ainda está em fase de desenvolvimento, mas alguns resultados já foram apresentados durante o primeiro simpósio da FAPESP Week 2012, realizada no dia 17 de outubro, em Toronto. Ao longo do evento, Carlos Correa, representante da Plasmacro, explicou que o uso do biodiesel aumentou exponencialmente entre 2007 e 2011. Segundo Correa, a produção do biocombustível passou de 404 mil metros cúbicos para 2,7 milhões de metros cúbicos em 2011 – resultando no aumento das reservas de glicerol, substância com alto potencial de reciclagem, utilizada na produção dos novos materiais.
O projeto também espera ampliar o uso da substância na produção de materiais termoplásticos, como o PVC: os resíduos da geração de biodiesel poderão fazer com que mais de 59 milhões de toneladas métricas de material termoplástico sejam produzidas até 2020. 
Embora os estudos visem o crescimento mundial da fabricação de PVC, as sobras da geração de bioenergia poderão ser utilizadas para desenvolver outros materiais, desde embalagens descartáveis até aditivos anticongelantes para radiadores de automóveis. Com informações da Agência FAPESP.
Redação CicloVivo