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Resíduos de banana e laranja podem ser utilizados para produção de bioetanol veicular

Publicado em 06 abril 2015

Uma pesquisa desenvolvida pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), aponta a laranja e a banana, as duas frutas mais cultivadas no Brasil, como importantes fontes complementares para a produção de bioetanol veicular.

O estudo foi coordenado por Crispin Humberto Garcia Cruz, professor titular da Unesp, no campus de São José do Rio Preto, e desenvolvido pela doutoranda Michelle Cardoso Coimbra, bolsista da Fapesp.

O professor ressaltou que as respostas obtidas em laboratório não podem ser simplesmente extrapoladas para um processo industrial em grande escala, mas que servem como uma estimativa. Segundo o pesquisador, se todos os resíduos resultantes das culturas de laranja e banana fossem convertidos em etanol, teríamos uma produção anual de 658 milhões de litros.

O processo para os resíduos se transformarem em bioetanol veicular é longo. Inicialmente, as cascas são secas e trituradas. Depois, passam por um pré-tratamento de hidrólise ácida, realizada com ácido sulfúrico a 5%. Em seguida, o material pré-tratado é misturado com enzimas em solução por cerca de 24 horas. A fase seguinte é uma filtragem e desintoxicação com carvão ativado, para, finalmente, ser utilizado como substrato para fermentação, produzindo o etanol.

O alto valor das enzimas necessárias para a liberação dos açúcares na etapa de hidrólise da celulose e da hemicelulose é um dos principais problemas para a produção em larga escala deste biocombustível. Apesar dos altos custos, os pesquisadores consideram o etanol de resíduos de frutas uma opção comercialmente promissora.

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