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Diário do Nordeste online

Renovação de valores

Publicado em 06 novembro 2007

Os valores morais e espirituais, em tempos hodiernos, são postergados, prevalecendo os que ferem a honra como a desonestidade e a falta de outros princípios, que descaracterizam o ser humano, obra prima de Deus. Não obstante a ausência de probidade, não devemos generalizar, pois ainda existem pessoas íntegras, mesmo sendo minoria, haja vista o exemplo do atual Congresso Nacional, cujos membros foram eleitos em 2006 e têm mandatos até 31 de dezembro de 2010. A propósito, ressaltamos que em cada nova crise, envolvendo parlamentares, juízes ou políticos, a confiança dos brasileiros, no funcionamento da democracia é abalada, ao mesmo tempo em que a maioria diz preferir o regime democrático. Grande parte do povo desconfia de instituições como partidos, Congresso e justiça, segundo resultado de levantamento inédito, patrocinado pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo-Fapesp.

Conforme o estudo, coordenado pelo cientista político José Álvaro Moisés, da USP, em junho de 2006, foram feitas 2004 entrevistas em todo o país, sendo que, desse total, 68,1% dizem preferir a democracia a qualquer outro sistema. Em 1989, esse percentual era de 51%, apesar dessa opção, 81% das pessoas não confiam nos partidos e 76% no Congresso. De acordo ainda com a avaliação, publicada em julho de 2007, essa desconfiança é decorrente da experiência que as pessoas têm em relação às instituições públicas. A verdade é que a renovação de valores, desde os primórdios da humanidade faz-se necessário para que seja construída uma nova civilização, galvanizada no comportamento ético e preparada para o futuro. O Brasil, como outros países do mundo, precisa ser inserido nesse contexto para alcançar o crescimento econômico e o desenvolvimento social, proclamados pelos governantes e demais ocupantes de cargos públicos, mas que, até agora, tudo não passou de promessas. Quem sabe, diante dos exemplos negativos protagonizados por determinados políticos, a população possa conscientizar-se, escolhendo representantes, realmente, comprometidos com os anseios populares.