Notícia

Gazeta do Povo

Remédios falsos podem ser detectados por teste

Publicado em 23 abril 2001

Os primeiros kits são de dipirona e hexamina, deverão custar entre R$ 6 e R$ 8 e poderão ser usados cem vezes Ribeirão Preto (AF) - DOIS PESQUISADORES Leonardo Pezza e Helena Redigolo Pezza- do Instituto de Química da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em Araraquara, desenvolveram um reagente para detectar remédios falsos ou com baixa concentração do princípio ativo, principal substância presente no medicamento. O projeto, que teve início em 1999 e será concluído em dezembro deste ano, tem financiamento de R$ 100 mil da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado, de São Paulo. Até agora, o reagente detecta medicamentos que tenham os princípios ativos como dipirona (base de analgésicos como Novalgina, Anador, Buscopan) e como hexamina (base de antibióticos para infecções urinárias como Cystex, Urodonal, Sepurin, Urosalin, Cezane, Neohexal). O custo de um kit, com capacidade para cem testes, varia entre R$ 6 e R$ 8 O que detecta a dipirona é formado por um tubo de ensaio e dois frascos contendo os reagentes necessários para a realização do teste. Basta macerar o comprimido (ou adicionar algumas gotas no caso de líquidos), colocar uma pequena quantidade no tubo de ensaio e acrescentar os reagentes e água. Se o produto tiver uma cor que varia do violeta ao azul, o medicamento é verdadeiro. Como a presença de corantes em medicamentos com hexamina dificulta os testes baseados em reações coloridas, elimina-se o corante utilizando uma seringa com algodão. Os corantes são separados da hexamina, que é incolor. Depois, o teste é praticamente igual ao outro.