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Agência Gestão CT&I

Relatório reforça recomendações científicas para uma economia de base biológica

Publicado em 17 junho 2016

A terra disponível no planeta não é um fator limitante para a produção simultânea de alimentos e bioenergia no mundo. A avaliação é do relatório “Reconciling Food Security and Bioenergy: Priorities for Action [Conciliando a Segurança Alimentar e a Bioenergia: Prioridades para Ação]”, divulgado por uma equipe internacional e multidisciplinar de especialistas de dez instituições de pesquisa em sete países.

O documento identifica medidas baseadas em conhecimento científico para a implementação de uma economia de base biológica, conhecida como bioeconomia, fundamental para aumentar a segurança energética e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE). Entre as recomendações estão a adoção de estratégias para lidar com fatores locais de risco; engajamento de populações locais; estímulo à compatibilidade da coprodução de alimentos e bioenergia; adoção de culturas flexíveis e planejamento para diversificar mercados locais com aproveitamento de resíduos como palha e bagaço de cana, por exemplo.

Outras medidas propostas são o apoio à implantação de unidades de produção com uso múltiplo, para aumentar o suprimento de biomassa sustentável; gerenciamento adaptativo dessas unidades; comunicação pública sobre os objetivos, obstáculos e oportunidades da coprodução para lidar com necessidades locais; e a colaboração em programas locais de desenvolvimento.

"Uma parte significativa da energia de um país pode ser fornecida por biomassa ao mesmo tempo em que a produção de alimentos é aumentada", disse Glaucia Souza, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) e membro da equipe de pesquisadores.

A indústria do etanol de cana no Brasil, por exemplo, é responsável por melhorar condições de subsistência no país e promove a infraestrutura e o desenvolvimento rural. "O programa de etanol de cana do Brasil demonstrou, ao longo de 40 anos de monitoramento, aprendizado e adaptação, que é possível conciliar o aumento de incentivos para restauração da terra e serviços ecossistêmicos com o aumento da segurança alimentar e redução da pobreza.”

O relatório também destaca que investimentos em pesquisa e em sistemas que permitam aumentar a segurança alimentar e o abastecimento de energia podem atenuar situações de risco. O documento está disponível neste link. http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/gcbb.12366/full

(Agência Gestão CT&I, com informações da Agência Fapesp)