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G1

Reitor da Unicamp espera volta da rotina nas universidades

Publicado em 01 junho 2007

Para ele, novo decreto do governador confirma a autonomia das universidades.
Funcionários, alunos e professores entraram em greve.
Da Agência Estado

O reitor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), José Tadeu Jorge, que também é presidente do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp), disse esperar para os próximos dias a retomada do funcionamento das três universidades, paralisadas em protesto a medidas tomadas governador José Serra (PSDB). Segundo Jorge, novo decreto publicado na quinta-feira (31) no Diário Oficial do Estado confirma e dá garantias de autonomia de gestão financeira às universidades paulistas.
Na quarta-feira (30), Jorge assinou carta com os reitores Suely Vilela (USP) e Marcos Macari (Unesp) e com o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Vogt, em que pediam ao governador esclarecimentos sobre o alcance dos decretos publicados no início de seu governo. Os decretos versavam sobre criação da Secretaria de Ensino Superior, limitações das contratações no Estado, reavaliações e negociações de contratos, normas para execução orçamentária e financeira, e de criação da Comissão de Política Salarial.
"Agora está muito explícito que restrições a contratações, revisão de contratos e política salarial serão questões amparadas pela garantia de autonomia das universidades", disse o reitor da Unicamp. "Imagino que agora as pessoas devam compreender, ter a garantia de preservação dessa autonomia e com isso levar a informação às assembléias e reuniões para que as universidades voltem ao seu trabalho normal."
Em reunião com secretários do governo estadual, os reitores propuseram ainda a criação de um grupo de trabalho para analisar o ordenamento do Sistema de Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo. "Já temos um modelo de universidade, um modelo acadêmico, agora precisamos de um modelo de ciência e tecnologia", afirmou Jorge.
O reitor afirmou que ainda não foram escolhidos nomes de quem vai compor esse grupo, mas a proposta é integrar representantes da comunidade científica (da universidade, de instituições acadêmicas e pesquisadores influentes) e do governo. "A iniciativa privada também poderá estar representada, mas a questão de disciplinar e ordenar é mais de política pública." O reitor afirmou que a proposta é de que o grupo de trabalho leve em conta a autonomia das universidades.